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"Temos opções além do PSD", diz Eduardo Moreira sobre possível fim da aliança no governo

O vice-governador rebateu afirmações do deputado Gelson Merisio, que defendeu ruptura em entrevista após deixar a presidência da Alesc; Moreira apontou PSDB e PR como possíveis parcerias

Redação ND
Florianópolis
19/12/2016 às 22H48

Nome forte do PMDB em Santa Catarina, o vice- governador Eduardo Pinho Moreira comentou sobre a possível ruptura da aliança com o PSD para a disputa pelo governo em 2018. O fim da parceria foi defendida pelo deputado Gelson Merisio (PSD), durante entrevista ao Grupo RIC.

Para Moreira, as declarações não soaram como novidade e refletiriam uma posição pessoal de Merisio, ainda não confirmada pelo comando do PSD.

“Não ouvi essa posição do governador Colombo”, afirmou. O peemedebista defendeu que o desenho para a disputa em 2018 não está definido. Ainda assim, se confirmado o fim da aliança, o PMDB não ficaria isolado, afirmou. O vice-governador apontou possíveis parcerias com o PSDB, PR, PDT e PTB.

Vice-governador Eduardo Pinho Moreira votou em Criciúma - Renam Meinen/Divulgação/ND
Vice-governador Eduardo Pinho Moreira votou em Criciúma - Renam Meinen/Divulgação/ND



Como o PMDB avalia a possível ruptura da aliança com o PSD para 2018?

Em 2014, o [Gelson] Merisio dizia a mesma coisa. Depois disse que o candidato ao Senado seria do PP. Não se concretizou. Coloca uma posição pessoal dele, o que é legítimo. Mas não ouvi essa posição do governador. O PMDB apoiou o Colombo ao Senado. Renunciei em 2010 para ser vice dentro de um projeto de continuidade. Santa Catarina enfrentou a crise nacional e não foi por causa do PSD, ou pelo Merisio. É por um trabalho em conjunto que começou com o Luiz Henrique da Silveira. E o PMDB é o sócio-majoritário da parceria. Foi o partido que mais contribuiu com votos para o Colombo. O Merisio tenta nos provocar. Ele vai sair da presidência da Alesc e voltar para a planície, vai ter de mostrar as cartas. O Merisio tentou nos derrotar em Joinville e Florianópolis, mas perdeu. Se ocorrer, a disputa em 2018 não será diferente.

Como ficaria o governo com uma ruptura?

O Colombo deve renunciar para disputar o Senado. Como ele vai sair e fazer campanha contra o próprio governo? Não faria sentido. O Merisio que levanta esta tese, essa provocação. Não sei até quando vai nossa passividade. Lembro que na última conversa que tive com Luiz Henrique da Silveira, dias antes de sua morte, ele disse: ‘Não briga, 2018 vai chegar logo. PMDB voltará ao poder.’ Então temos um trabalho a fazer de fortalecimento da sigla pela frente.

Merisio disse que poderia haver saída do PSD “sem ressentimentos”, não para ser oposição, mas para ser independente.

Primeiro que a ruptura não é certa. Podemos ir para 2018 com o PSD... Você está acreditando demais no Merisio. Ele está pensando em projeto pessoal. Não pensamos em nomes ainda, se o candidato seria eu, o Udo [Döhler] ou [Mauro] Mariani. PMDB tem nomes fortes.

Quem ficaria com o PMDB em caso de ruptura?

O ideal seria cada partido com o seu nome para medir forças. Se o PSD quer coligar com PP, não vamos ficar isolados. Temos parcerias em Santa Catarina com PSDB, PR, PDT, PTB. Em Joinville, por exemplo, o senador Paulo Bauer [PSDB] estimulou voto no Udo. Temos alternativas fora do PSD... Mas vamos manter a parceria para fazer um bom governo. O Colombo precisa do PMDB no governo e Alesc.

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