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Temer diz que atentado à caravana de Lula é "uma pena" e cria "clima de instabilidade"

Ataque a tiros contra comitiva de Lula aconteceu na cidade de Quedas do Iguaçu, no Paraná

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
28/03/2018 às 12H30

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira (28) ser "uma pena" que ônibus da caravana do ex-presidente Lula pelo sul do país tenham sido atingidos por tiros na noite de terça-feira (27).

"É uma pena que tenha acontecido isso, porque vai criando um clima de instabilidade no país, de falta de pacificação, que é indispensável no presente momento", disse Temer em entrevista à rádio Bandnews de Vitória, no Espírito Santo.

O ataque à comitiva de Lula aconteceu na cidade de Quedas do Iguaçu, no Paraná. Um dos veículos, que era ocupado por jornalistas, teve duas perfurações na lataria. Ninguém se feriu.

"Devo dizer também, que na verdade, essa onda de violência não foi pregada talvez por aqueles que tomaram essa providência, talvez tenha sido, tenha começado lá atrás. E a história de uns contra outros realmente cria essa dificuldade que gera atritos dessa natureza", afirmou.

Dois dos ônibus da caravana do ex-presidente Lula sofreram um ataque a bala entre Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no Paraná - AGPT/Fotos Públicas
Dois dos ônibus da caravana do ex-presidente Lula sofreram um ataque a bala entre Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no Paraná - AGPT/Fotos Públicas


Ainda na entrevista, o presidente comentou as declarações do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin, de que sua família vem sofrendo ameaças.

Relator da Lava Jato no STF, o magistrado fez os comentários durante entrevista ao programa de Roberto D'Avila, na GloboNews. O presidente disse que os relatos mostram "um clima muito ruim".

"Ainda ontem eu falava com o nosso ministro da Segurança, o Raul Jungmann, que estava preocupado com o dia 4, dia do julgamento da matéria relativa ao ex-presidente Lula. E claro que aqui estamos todos tomando todas as providências para que não haja conflito, mas é preocupante", comentou.

O STF retoma no dia 4 de abril o julgamento de um pedido de habeas corpus preventivo apresentado pela defesa de Lula para evitar a prisão do ex-presidente, já condenado na Lava Jato.

>> Caravana de Lula sofre atentado com disparos de arma de fogo no Paraná

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