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Técnicos da CGU fazem inspeção extraordinária na Corregedoria da UFSC

Ação foi pedida pela professora Alacoque Erdmann, em novembro, antes de pedir licença médica do cargo de reitora pro tempore

Fábio Bispo
Florianópolis
21/02/2018 às 17H57

Técnicos da CGU (Controladoria-Geral da União) estão na Corregedoria da Ufsc (Universidade Federal de Santa Catarina), desde a manhã desta quarta-feira (21), onde realizam uma inspeção correcional extraordinária. Os servidores vieram de Brasília e irão analisar processos e encaminhamentos de investigações realizados pelo órgão nos últimos cinco anos.  Eles não têm data para concluir o trabalho. Logo após, um relatório deve ser produzido para subsidiar eventuais apontamentos no setor correcional da universidade.

Candidatos à reitoria da UFSC serão oficializados no mês que vem - divulgação, ND
Divulgação, ND



Segundo informou a CGU, apesar de se debruçar também sobre o período em que o corregedor Rodolfo Hickel do Prado esteve no comando do órgão de correção da Ufsc, a inspeção não não como foco as questões relacionadas ao mandato do corregedor, que acabou exonerado  no último dia 7 de fevereiro pelo atual reitor pro tempore, Ubaldo Cesar Balthazar no último dia 7 de fevereiro. 

Rodolfo Hickel do Prado foi um dos responsáveis pela investigação que resultou na Operação Ouvidos Moucos, que investiga desvio de bolsas no curso de Ensino a Distância. Dois novos corregedores foram nomeados no mesmo dia. O afastamento teria como motivação a falta de confiança entre reitor e corregedor. Além do argumento de que Hickel seria alvo de uma denúncia feita por professores.

A exoneração foi comunicada à CGU em Brasília, por meio de ofício. O órgão, por sua vez, informou que o ato de exoneração foi uma atitude "unilateral" da universidade e que os corregedores têm mandato de dois anos. Segundo o órgão, o ofício encaminhado pela Ufsc comunicando a exoneração do corregedor ainda continua sob análise

O chefe de gabinete do reitor, Áureo de Moraes, defendeu o ato e explicou que o afsatamento de Rodolfo não o tira da universidade como foi divulgado inicialmente. "O corregedor foi afastado apenas da função de chefe da Corregedoria, mas permanece lotado na universidade e atualmente realiza funções de casa. O afastamento dele é prerrogativa do reitor. Nós informamos a CGU, eles ainda não se manifestaram, mas não dependemos de autorização para um ato desse”, afirmou.

Inspeção foi pedida por professora Alacoque enquanto reitora

O pedido de inspeção da CGU na Corregedoria da Ufsc foi feito pela vice-reitora Alacoque Lorenzini Erdmann, em novembro de 2017, período em que ocupou o posto de reitora pro tempore, dias antes de pedir licença médica.

Na época, Alacoque chegou a anular ato de afastamento do corregedor Rodolfo Hickel do Prado, assinado pelo chefe de gabinete, contrariando o que pedia boa parte do Conselho Universitário.

>> Superintendente da CGU diz que afastamento do corregedor da UFSC foi ilegal

O ato gerou desmobilização do gabinete e alguns pró-reitores e o chefe de gabinete Áureo de Moraes pediram exoneração de seus cargos. Dias depois, Alacoque pediu licença médica e o Conselho elegeu novo reitor pro tempore para seu lugar.

 

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