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Taxista que recusou corrida e tentou agredir passageiro em Florianópolis está com CNH suspensa

Motorista se recusou a fazer a viagem alegando que a distância era muito curta

Alessandra Oliveira
Florianópolis

“Esse caso é grave e não ficará impune”, garantiu o secretário de Mobilidade Urbana da prefeitura de Florianópolis, Vinicius Cofferri sobre a tentativa de agressão sofrida pelo funcionário público Guilherme Pontes, 29, na noite de domingo (8), no Centro da Capital. Pontes tentou pegar um táxi na Alameda Adolfo Konder com destino à Passarela Nego Quirido. Por ser uma corrida curta (pouco mais de 3km), a viagem foi recusada por dois taxistas. O segundo desceu do automóvel e correu atrás do passageiro ao ouvir de Guilherme que a situação seria devidamente denunciada às autoridades competentes.

Daniel Queiroz/ND
Guilherme diz que o motorista correu atrás dele por dez metros

 

“Por questões de segurança achei melhor ir de táxi até a passarela para assistir ao desfile do Grupo de Acesso, por volta das 2h de domingo. O primeiro taxista que parou nem me deixou entrar no veículo, placas QHE-6733 e disse que não fazia corrida curta, quando informei o destino. O segundo afirmou que estava ocupado quando eu já estava dentro do carro e lhe disse que iria até a passarela”, detalhou o servidor público. Ao descer do automóvel, Guilherme fotografou as placas como havia feito com o primeiro táxi. Irritado com a situação, o condutor correu atrás do passageiro por uns dez metros. “Ele deixou o carro ligado, a porta aberta e partiu em minha direção”, detalhou.

:: Confira a denúncia de Guilherme no Faceboo

 

O carnaval quase acabou mal pra mim...Lá pelas 2h da manhã, tentei pegar um táxi em frente ao 1007, para ir em seguran...

Publicado por Gui Pontes em Segunda, 8 de fevereiro de 2016

 

Na manhã desta quarta-feira (10), a vítima da tentativa de agressão foi ao posto da Polícia Militar, no bairro Agronômica, para saber se a Central de monitoramento da PM tem uma câmera instalada nas proximidades da Alameda Adolfo Konder, onde ele tentou pegar o táxi. Na sequência, o servidor público do Estado foi até a 1ª Delegacia de Polícia da Capital, onde registrou um boletim de ocorrência. O nome do condutor do táxi com placas OKF-8859 de Florianópolis, Kleber Rogério dos Santos, foi repassado a Guilherme Pontes, por telefone, pela própria permissionária, Carolina Gerber Brincas. “Ela foi bem solicita. Disse que Kleber trabalhava para ela há três anos, que o ponto dele era no bairro Pantanal e afirmou ainda que desconhecia o ocorrido”, detalhou.

Para a surpresa de Guilherme, a escrivã de polícia verificou que o taxista que tentou agredi-lo tem 34 boletins de ocorrência registrados, parte deles por agressão. “E o pior é que o condutor está com a habilitação suspensa”, afirmou após sair da DP. Ainda nesta quarta-feira, o passageiro denunciará o caso ao Sinditaxi (Sindicato dos Taxistas de Florianópolis e Região) e à Secretaria de Mobilidade Urbana da Capital. “Também levarei o caso ao Ministério Público”, garantiu, ao lamentar a má qualidade do serviço de táxi oferecido na cidade. A permissionária do táxi, disse à equipe do ND que não iria se manifestar sobre o caso.

 

Sindicato ainda não foi informado sobre o caso

O presidente da Associação de Taxistas de São José e Florianópolis, Carlos Humberto Vieira, 68, disse desconhecer o caso. Vieira salientou que a prefeitura da Capital oferece cursos de direção defensiva e de bons tratos aos passageiros, mas defende que uma triagem deva ser feita entre os profissionais porque muitas das vezes os cursos são feitos pela internet.  “Existem os bons e os ruins, como em toda profissão. Se essa tentativa de agressão realmente aconteceu ela precisa ser denunciada para que as devidas medidas sejam tomadas”, disse.  O presidente lembrou ainda que em caso de maus-tratos o condutor poderá ser punido com a suspensão de 5 a 30 dias da central de táxis. “Não podemos afastá-lo do ponto, mas impedimos que faça corridas solicitadas via central, e não aceitamos a renovação anual da licença dele após três  suspensões”, detalhou.

Vinicius Cofferri, secretário de Mobilidade Urbana da Prefeitura de Florianópolis ressaltou que até a próxima sexta-feira terá um desfecho para o caso envolvendo Guilherme Pontes. “O que aconteceu foi muito sério. Vamos tomar as devidas providências”, assegurou. Cofferri disse ainda que estuda desde janeiro, um meio de intensificar a fiscalização do serviço prestado à população da Capital. Seguindo o exemplo do Deter (Departamento de Transportes de Terminais), a prefeitura pretende implantar um aplicativo para que os usuários façam denúncias sobre o serviços de transporte coletivo e de táxis. “Queremos punir as condutas antiprofissionais, mas para isso precisamos que os passageiros registrem ussi. As reclamações precisam ser feitas nos canais competentes. Os clientes são nossos melhores fiscais porque estão em toda parte”, salientou ao reconhecer a grande repercussão do caso nas redes sociais. O post no perfil de Pontes foi compartilhado mais de 6.500 vezes. Hoje é possível denunciar à Associação dos Taxistas ou à Ouvidoria do Município. 

 

Onde denunciar:

Associação dos Taxistas: 3047-4005- de segunda à sexta (em horário comercial).

Ouvidoria da Secretária de Mobilidade de Florianópolis: 3224 1517

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