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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Tarifa de energia elétrica residencial deve ter reajuste real de 8% até 2015

Profissionais apostam no funcionamento de hidroelétricas, como a de Belo Monte, para que o custo do setor seja reduzido

Redação ND
Florianópolis

O consumidor pode ir preparando o bolso para pagar mais pela energia elétrica. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela consultoria Andrade&Canellas. Segundo a empresa, até 2015, o reajuste para o consumidor residencial deve ter aumento real de 8%, enquanto o industrial pode chegar a 15%.

O estudo indica que além do efeito da inflação, os consumidores também sofrerão com os possíveis reajustes provocados pelo uso de energia gerada por termoelétricas, saída adotada para poupar os reservatórios da água, como já ocorreu no ano passado.

O estudo foi feito pela consultoria a pedido das associações Abrace (grandes consumidores), Abal (alumínio), Abividro (vidro), IABr (aço) e Abrafe (ferro liga), que representam setores da indústria com forte consumo do insumo. Os cálculos se baseiam numa série de fatores e premissas. A principal delas refere-se ao custo da parcela de energia dentro da tarifa (que inclui ainda impostos, encargos e transmissão), afirma o consultor da Abrace, Fernando Umbria.

A maior esperança para reduzir o custo das tarifas, de acordo com o estudo, está no fim dos contratos da chamada energia velha (de usinas antigas, já amortizadas), a partir de 2013.

Novas usinas

Desde 2005, o governo contratou quase 10 mil MW de termoelétricas movidas a diesel e óleo combustível, que custaram entre R$ 139 e R$ 164 o megawatt hora (MWh) apenas pela disponibilidade (se precisarem ser acionadas, o custo sobe para mais de R$ 500). Até 2010, essas novas usinas contribuíram para elevar em 36% (de R$ 75 para R$ 102) o custo médio do mix de energia vendida às distribuidoras, segundo o trabalho.

Essa pressão continuará nos próximos quatro anos, com a entrada de novas usinas no sistema elétrico. A partir de 2015, o início de operação das hidrelétricas de Belo Monte e Teles Pires, que custaram respectivamente R$ 77,97 e R$ 58,35 o MWh, ajudará a reduzir esse impacto. Por outro lado, como as novas hidrelétricas são a fio d'água, o sistema exigirá a entrada em operação de mais térmicas para preservar os reservatórios em períodos mais secos, observa o professor da UFRJ, Nivalde Castro.

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