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"Sou o candidato da minha história", afirma Henrique Meirelles

O candidato à Presidência da República, que já foi dos governos Lula e Temer, defende reformas e teto de gastos

Redação ND
Florianópolis
22/08/2018 às 22H24
Henrique Meirelles, em entrevista na Record TV - Record TV
Henrique Meirelles, em entrevista na Record TV - Record TV



O candidato à Presidência da República Henrique Meirelles (MDB) foi o entrevistado de ontem na RecordTV. Com foco em temas da área econômica, ele fez questão de reforçar sua biografia, especialmente como presidente do Banco Central e Ministro da Fazenda. “Quando fui presidente do Banco Central o Brasil cresceu por oito anos seguidos, criamos mais de 10 milhões de empregos e mais de 40 milhões de brasileiros entraram na classe média”, disse.

Meirelles defendeu o teto de gastos públicos implementados durante o governo de Michel Temer (MDB) e afirmou que, com a aprovação das reformas fundamentais no país e a diminuição de gastos obrigatórios do governo, o Brasil terá mais dinheiro para investir. “Com o Brasil crescendo, as arrecadações dos Estados vão crescer e, portanto, eles também terão condições de investir mais. Como reflexo, teremos grandes investimentos privados. Vamos transformar o país em um grande canteiro de obras”, garantiu.

Segundo candidato à Presidência mais rico destas eleições, Meirelles foi questionado se implementará mais impostos sobre os mais ricos e as grandes heranças, mas esquivou-se da resposta. O emedebista defendeu o aumento da alíquota do imposto de renda e a instituição do imposto de renda sobre dividendos.

Atuante nos governos de Lula e Temer, Meirelles rejeitou implicitamente um possível indulto à prisão de Lula – possibilidade defendidas por alguns candidatos à Presidência da República. “Eu sou contra a politização da Justiça. Ela tem que ser respeitada e a lei aplicada”, disse.

Meirelles foi questionado se o eleitor deveria levar o MDB ao poder, já que colegas de seu partido, como Sérgio Cabral, Eduardo Henrique Alves, Geddel Vieira e Eduardo Cunha, estão envolvidos em casos de corrupção. O candidato à Presidência ressaltou que é ficha limpa, relembrou sua história na política e disse que a situação do MDB “é a mesma de diversos partidos”. “Estamos entrando em uma nova fase da história brasileira, onde está se recuperando cada vez mais a credibilidade dos governantes. A Lava Jato tem um papel importante nisso”, afirmou.

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