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"Sou contra o aborto por convicção filosófica, política e religiosa", diz Marina Silva

Última entrevistada da rodada com os presidenciáveis, candidata da Rede defende Lava Jato e alfineta adversários políticos

Fábio Bispo
Florianópolis
27/08/2018 às 20H57

Última entre os presidenciáveis sabatinados pelos jornalistas da Rede Record TV, Marina Silva (Rede) utilizou os 15 minutos do programa para responder às perguntas e apresentar as principais propostas da sua campanha. Sem deixar espaço para interpretações, Marina foi taxativa ao se posicionar pessoalmente contra o aborto, mas deixando claro que aceitaria rever a legislação atual se for interesse da população, dando sinais de que estaria aberta a discutir o assunto por meio de um plebiscito.

Marina Silva em entrevista na Record TV - Record TV
Marina Silva em entrevista na Record TV - Record TV

Ex-petista, sigla pela qual foi eleita deputada estadual pelo Acre em 1990, como senadora em 1994 e que também lhe ascendeu ao Ministério do Meio Ambiente entre 2003 e 2008, Marina disse que não ousaria afirmar um possível indulto a Lula, se fosse eleita, como uma estratégia para apenas angariar votos. "O indulto não pode ser usado como estratégia eleitoral, não se pode oferecer indulto para ganhar votos ou simpatias. Acho que houve um grave erro político ou de conivência ou de envolvimento direto de vários líderes do PT com a corrupção. Eu não fico feliz com pessoas que poderiam estar celebrando política serem impedidas por graves casos de corrupção, como é o caso do presidente Lula e de Aécio Neves", disse.

A candidata ainda fez críticas aos seus adversários, sem citar nomes, dizendo que ao se manifestar sobre assuntos polêmicos tem sempre escolhido cainhos divergentes dos da “velha política”, como nomeou. “Não me pronuncio como os partidos da velha política se pronunciam. Eles são contra a Lava Jato, eu sou a favor. Eles são a favor de anistia contra o Caixa 2, eu me pronunciei contra. Eu me pronuncio, mas não como os velhos políticos”, disse.

Marina voltou a falar sobre suas propostas para combater as diferenças salariais entre homens e mulheres, assunto que lhe rendeu holofotes depois de ter polemizado o assunto frente a frente com Jair Bolsonaro (PSL). "Não se pode pagar salários diferentes para as mesmas pessoas", afirmou comentando que o fato de a legislação já prevê a igualdade salarial entre os gêneros não impede o governo de ampliar seu poder fiscalizatório.

"Você não pode dizer simplesmente 'é iniciativa privada então não vou meter a colher'. A iniciativa privada tem leis", respondeu fazendo referência as afirmações de Bolsonaro, que defende a não-regulamentação da equidade salarial no meio privado. "O IPEA faz monitoramento o tempo todo, mostrando que as mulheres recebem até 30% menos que os homens. Podemos dar um prazo para que todos mostrem salários iguais dentro da mesma empresa, o Ministério do Trabalho está aí para fiscalizar".

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