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"Somos favoráveis à privatização de todas as empresas estatais", afirma João Amoêdo

Candidato a presidente pelo partido Novo esteve em Blumenau e Balneário Camboriú nesta semana e concedeu entrevista exclusiva ao Grupo RIC

Redação ND
FLORIANOPOLIS
02/08/2018 às 22H23

Pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, João Amoêdo esteve em Blumenau e Balneário Camboriú na quarta e quinta-feira desta semana para duas palestras. Em entrevista exclusiva ao Grupo RIC, ele falou sobre diversos temas. O presidenciável defende ideias liberais, com a redução do tamanho do Estado, o incentivo ao empreendedorismo e a privatização de todas as empresas estatais. Amoêdo quer uma reforma política para acabar com o horário eleitoral gratuito, dar fim ao dinheiro público para partidos e defende o voto facultativo nas eleições. Ele defende também uma reforma na previdência e do sistema tributário do país. 

Candidato à presidência João Amoêdo - Reprodução/ND
Candidato à presidência João Amoêdo - Reprodução/ND


MOTIVAÇÃO DA CANDIDATURA

Isso é a continuação de uma missão, que começou quando a gente montou o partido, com a ideia em 2010, o partido acabou tendo seu registro em 2015, participou das primeiras eleições em 2016 e foi um movimento de cidadãos indignados com a política da sociedade civil que nunca tinham se envolvido com a política querendo vir fazer alguma mudança, acreditando que a gente paga muitos impostos e recebe muito pouco em troca. Dentro desse processo de missão entendemos que tínhamos que ter um candidato. Eu estava como presidente do partido, me desliguei no ano passado, e estou vindo para defender uma melhor gestão pública, uma maior autonomia para o cidadão brasileiro. É uma forma diferente de fazer política. O novo é o único partido hoje dos 35 brasileiros que não usa dinheiro público nem para sua manutenção nem utilizará o fundo partidário. A gente quer representar o cidadão.

 

POSICIONAMENTO DO NOVO

Quando a gente começou este movimento, a gente disse desde o primeiro momento que é preciso ir para a política para fazer as mudanças do Estado. Estamos vindo para cá para melhorar a vida do cidadão e para deixar um país melhor para as próximas gerações. Nós defendemos a livre iniciativa, o cidadão como gerador de riqueza, como agente de mudança. Me parece que isso na doutrina tradicional se aproxima mais de um partido liberal, que acredita que o Estado tem que ter um tamanho limitado para não retirar as liberdades do cidadão. No Brasil aconteceu o contrário. Nosso Estado cresceu muito, muito intervencionista, e acabou reduzindo o espaço do cidadão brasileiro. É isso que a gente quer inverter: devolver o poder ao cidadão.

 

IMPOSTOS REVERTIDOS AO CIDADÃO

O Brasil tem esse problema. Hoje você trabalha 153 dias por ano para pagar imposto, saúde de péssima qualidade, educação e segurança idem e, mesmo assim, as contas não fecham. E quando a gente vai no ranking, por exemplo, de liberdade econômica, o Brasil está na posição 153. Então no Brasil é difícil você abrir um negócio, é difícil calcular os impostos, a carga tributária é elevada e complexa, o Brasil é um país muito fechado ao comércio exterior, o que nos tira de um ambiente de inovação. Então tudo isso a gente quer reverter, fazendo uma reforma da previdência para ter as contas equilibradas, gastar menos do que a gente arrecada para que de fato o capital possa ser utilizado pelos empreendedores, simplificar a parte tributária, abrir mais a nossa economia, e dar mais liberdade para as pessoas empreenderem. Não ter tanta licença, tanta burocracia para abrir uma empresa. Não é à toa que a gente tem dificuldade de gerar empregos e riqueza.

 

REFORMAS

Primeira coisa vai começar nas eleições. É determinante que a gente coloque no Congresso pessoas que de fato representam o interesse do cidadão brasileiro. E temos visto o contrário. Ano passado foi feita uma reforma política onde, faltando dinheiro para educação e saúde, foi aprovado mais quase R$ 2 bilhões para fazer campanha política. No nosso entender os partidos deveriam ser financiados pelos seus filiados e apoiadores. Em reforma política a gente gostaria de voto facultativo, acabar com dinheiro público para partido, acabar com horário eleitoral gratuito, ou seja, de fato dar ao cidadão o poder de definir quais partidos que ele quer apoiar. Reforma da previdência, infelizmente para a gente preservar o direito do cidadão, tem que ser feita, senão não vai sobrar dinheiro para saúde, segurança ou para pagar aposentadorias. Tributos: é preciso fazer uma simplificação. Fazer com que a gente tenha uma economia que possa prosperar.

 

PRIVATIZAÇÕES DE EMPRESAS PÚBLICAS

Somos favoráveis à privatização de todas as empresas estatais. No nosso entendimento não faz sentido o Estado brasileiro estar administrando postos de gasolina, entrega de correspondências, instituições financeiras. O Estado tinha que estar cuidando da segurança, educação básica, saúde.

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