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Sob risco de voltar à prisão, João Rodrigues (PSD) declara apoio a Bolsonaro

Ministro Luís Roberto Barroso suspendeu liminar que liberou deputado da prisão para concorrer às eleições

Fábio Bispo
Florianópolis
10/09/2018 às 21H47

A pedido do MPE (Ministério Público Eleitoral), o deputado federal João Rodrigues (PSD-SC) poderá retornar à prisão da Papuda, onde cumpria pena de cinco anos e três meses por fraude à licitação. Rodrigues ficou preso fevereiro e agosto deste ano até ser solto por decisão do ministro Rogério Schietti do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que entendeu pela prescrição da pena. 

João Rodrigues - Cláudio Basílio de Araújo/PSD/Divulgação
João Rodrigues - Cláudio Basílio de Araújo/PSD/Divulgação

A nova decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendendo pedido do MPE, pode sepultar de vez a campanha do candidato a reeleição por Santa Catarina. Isso porque em vias de ter o registro de candidatura julgado, João Rodrigues teve parecer negativo do seu pedido emitido pelo MPE e pode ficar inelegível por incorrer na lei do Ficha Limpa, que proíbe condenados em segunda instância de concorrerem às eleições.

Nesta segunda (10), o candidato chegou em Brasília, onde informou que vai recorrer da decisão de Barroso. Ele ainda informou que mantém sua campanha até segunda ordem. A Assessoria de Imprensa do deputado também informou que a partir de agora Rodrigues vai apoiar o candidato Jair Bolsonaro (PSL) à presidência e não Gerealdo Alckmin (PSDB) ao qual seu partido está coligado. Segundo os assessores, o deputado tem 42 prefeitos em sua base que vão acompanhar este apoio.

Em entrevista ao grupo RIC, em Brasília, o deputado manifestou a vontade de concorrer às eleições. “Estou sendo prejudicado e obviamente que acredito na Justiça”, afirmou dizendo estar convicto de que conseguirá reverter a decisão do STF e se manter na disputa.

Rodrigues insiste no argumento de que sua condenação está prejudicada pela prescrição do caso e que pede que seja reconhecida pela Justiça.

“Não fosse isso, todos os meus amigos, meus eleitores e até mesmo aqueles que fazem oposição sabem que não cometi nenhum crime, não causei danos ao erário público, não homologuei ou chancelei qualquer procedimento licitatório que tivesse por objetivo causar prejuízo a municipalidade. Muito pelo contrário, os que conhecem minha trajetória podem atestar o quanto tenho trabalhado por Santa Catarina e irei continuar”, manifestou por meio de nota.

João Rodrigues, que já havia manifestado que só seria candidato caso fosse absolvido, foi condenado em 2010 pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) por fraude em licitação quando prefeito de Pinhalzinho em 1999. O deputado recorreu, mas o caso ainda aguarda julgamento. Sua prisão foi decretada em fevereiro, após o STF recusar recurso da defesa e determinar a execução da pena pela condenação em segunda instância.

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