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Domingo, 18 de Novembro de 2018
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Sites de compras coletivas entram na onda da revenda de cupons

Atento ao fato de que 30% dos clientes não utilizam os cumpons, jovens criaram site que faz a intermediação dos tickets

Oliveira Mussi
Florianópolis
Edu Cavalcanti/ND
Thais da Silva conseguiu revender seu cupom e recuperou boa parte do investimento feito


O fenômeno dos sites de compras coletivas começou há pouco mais de um ano. Como quase tudo na internet, rapidamente ganhou vulto e caiu nas graças de milhares de compradores virtuais. Atento ao fato de que 30% do que é adquirido não é usado, dois jovens investiram na criação de um site que permite a revenda de cupons de produtos e serviços, o Regrupe.

Como as ofertas dos sites de compras coletivas são por tempo limitado, exigem agilidade na decisão da aquisição do produto ou serviço. Na pressa, a oferta “imperdível” se transforma, em alguns casos, em algo que não possa ser usufruído dentro do tempo de validade da promoção. Em outros casos, o comprador se dá conta de que não poderá usufruir daquilo que adquiriu.

 De olho nesse quadro, Antônio Jorge Miranda, 28 anos, e Vinícius Dornela, 27, criaram o Regrupe, um ambiente virtual que possibilita a revenda de cupons adquiridos em sites de compras coletivas. A idéia surgiu quando o engenheiro aeronáutico Miranda, que nunca chegou a trabalhar no ramo, estava empregado no site de compras coletivas Grupon.

“Muita gente perdia o prazo do cupom por falta de atenção ou, tendo comprado no impulso, notava que não poderia usar o produto ou o serviço, e isso me chamou a atenção, era uma oportunidade”, conta Miranda. Thaís Lopes da Silva, 27 anos, técnica judiciária, foi uma dessas pessoas. Comprou quatro sessões de manicure e pedicure em um spa, mas devido a uma incompatibilidade entre os horários dela e do estabelecimento, não pode usar o cupom.

Ideia surgiu nos Estados Unidos
Apesar de existir há tempo nos Estados Unidos, Antônio Jorge Miranda diz que não havia nada do gênero no Brasil. Então, ele e o sócio foram atrás de profissionais que construíssem a plataforma operacional do site, já que eles não tinham conhecimento aprofundado na área. No ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) encontraram Elder Suzuki, Fábio Imada e Anderson Aiziro, hoje responsáveis pela área tecnológica do Regrupe.

Em princípio, no mês de fevereiro desse ano o site funcionou em versão beta, disponibilizada para amigos e conhecidos a fim de testar seu funcionamento. Já no mês seguinte, o Regrupe começou a operar normalmente, fazendo sucesso quase imediato. Apesar de não divulgar números sobre o total de clientes ou o volume financeiro já negociado no site, Miranda calcula que hoje há um crescimento semanal de 200% no número de usuários cadastrados.

Benefícios para os dois lados
Graças ao site, Thaís Lopes da Silva conseguiu vender seu cupom antes que a validade expirasse. “Eu não tinha para quem dar o cupom e não queria simplesmente desperdiçar o dinheiro investido . Ao procurar no Google como fazer para devolver a compra ao site descobri o Regrupe”, relata a técnica. Ela havia comprado um cupom de R$ 120 por R$ 36. E apesar de já ter perdido uma das quatro sessões, ainda vendeu o cupom por R$ 30, um bom negócio, segundo ela.

Já Lucas Patrício Lopes, 27, tecnólogo em sistemas eletrônicos, conta que comprou um cupom de R$ 40 por R$ 15. “A pessoa que o havia comprado pagou R$ 19, então foi bom negócio”, comenta. Ele diz que só se deu conta de que se tratava de revenda de cupons depois de efetuar a compra. “Eles me mandam as ofertas e conforme me interessa vou comprando, como essa que era para uma bar em Coqueiros, que gosto de freqüentar, o Conversa Fiada”, contou.


Criadores do site apostam no pioneirismo
Antônio Jorge Miranda diz que não se preocupa com uma possível concorrência. No Regrupe comprador e vendedor não têm contato e o site fica responsável pela transação. Na rede há outros que prestam tal serviço, como o TrocaOferta e o TrocaDesconto. Ambos são blogs e funcionam como uma espécie de esquina virtual, onde quem quer comprar ou vender um cupom e pode se encontrar e fazer a negociação sem intermediários no ambiente virtual.

“Nós fomos os primeiros a fazer isso e quem vende quer estar onde há maior número de compradores”, afirma ele. “Quem compra quer o maior número de ofertas, por isso acredito que permaneceremos na frente, mesmo que apareçam concorrentes, como aconteceu com o Mercado Livre”. Segundo ele, essa análise é respaldada na teoria do “winer takes all” (em inglês, vencedor fica com tudo).

Miranda começou como consultor estratégico, depois trabalhou no mercado financeiro, com fundos de investimento, e por fim, antes de começar seu negócio com o amigo Dornela, atuou no Grupon, site de compras coletivas. Como a análise sempre fez parte de sua vida, relata Miranda, o mais lógico foi aplicar isso em um negócio próprio, que apesar de ser novo vai de vento em popa.

 

Saiba mais Como fazer

Quem quer vender
Faz o cadastro e anuncia o cupom pelo preço que desejar
Para anunciar o cupom, o vendedor não tem custo, a taxa de R$ 0,99 + 8% sobre o valor do ticket é cobrada apenas caso a venda ocorra

Quem quer comprar
Faz o cadastro e seleciona a oferta desejada. A busca pode ser feita por categoria, desconto, ou as ofertas podem ser visualizadas em um mapa
Efetua o pagamento via cartão de crédito
Imprime o cupom e pode usá-lo imediatamente
 
Diferenciais
O cupom comprado pode ser usado imediatamente, não havendo necessidade da espera do fim da oferta
O Regrupe garante o cupom por 30 dias (ou até o termino da validade, o que ocorrer primeiro) e se compromete a devolver o valor pago caso haja problema

Mais informações: www.regrupe.com.br

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