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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Simulado da Defesa Civil será realizado domingo

Atendimento às vítimas de desastre natural será testado por equipe formada por moradores do morro da Mariquinha e entidades públicas

Alessandra Oliveira
Florianópolis

A Defesa Civil de Florianópolis realizará entre as 8h e as 12h de domingo o primeiro Simulado de Situação de Risco da Capital, no morro da Mariquinha. Na atividade serão testadas as habilidades dos 40 moradores que participam do Nudec (Núcleo de Defesa Civil), implantado há quatro meses no bairro. O simulado tem por objetivo principal incutir na população que ocupa áreas de risco na Capital a cultura da prevenção. A prefeitura iniciou há menos de dois meses a recuperação da área onde, no dia 13 de dezembro de 2011, foi registrado um desmoronamento de terra que destruiu três casas e fez uma vítima fatal.

A partir das 7h de domingo a rua Laura Carminha Meira, um dos principais acessos ao bairro, será fechada pela Guarda Municipal. O bloqueio permanecerá até às 12h, hora prevista para o encerramento do simulado. Um cenário com 50 famílias desabrigadas, em virtude de um deslizamento de terra será montado no meio da comunidade. No entorno serão instalados pontos de abrigo, apoio e resgate. A intenção é imitar uma situação real de desastre climático.  Será a primeira vez, nos 40 anos de criação da Defesa Civil de Florianópolis, que uma atividade deste porte será realizada pelo órgão municipal.

Durante a ação cães farejadores auxiliarão no resgate às vítimas de soterramento. Os resgatados serão levados até o helicóptero do Corpo de Bombeiros, que estará posicionado próximo à Praça dos Três Poderes. De lá a equipe de socorro seguirá rumo ao Hospital Celso Ramos.

O teste terá a participação da Defesa Civil Estadual, BOA (Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros), voluntários da ASA (Ação Social Arquidiocesana), Nova Acrópole e bombeiros voluntários. As secretarias de Obras, Assistência Social, Habitação e Segurança também participarão do evento.  

“O exercício será importante para envolver e treinar os moradores e também conscientizá-los sobre os riscos de morar em uma área como esta”, disse o presidente da Associação de Moradores do Morro da Mariquinha, Marcelo Ferreira, 43 anos. Ele é filho de moradora, Claudete Ferreira, que morreu soterrada no deslizamento de terra em 2011. O presidente lembrou que as obras de contenção de área de risco e recuperação de área de deslizamento começaram há menos de dois meses. “As obras seguem em ritmo bom. Sendo prejudicadas somente pela chuva”, observou. A drenagem, limpeza e início do muro gabião já foram realizadas. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos até dezembro.

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