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Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
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Setor de games entra em nova era

Duas mudanças regulatórias abrem caminho para que empresas de Florianópolis cresçam 100% nos próximos dois anos

Oliveira Mussi
Florianópolis
Débora Klempous/ND
Novas leis afetam diretamente empresas como a Hoplon, do Parque TecAlfa
Novas leis desoneram diretamente empresas como a Hoplon, do Parque TecAlfa

A indústria de games da Capital ainda está em processo de consolidação, mas duas mudanças regulatórias recentes abriram um horizonte que promete revolucionar o setor. No final de novembro, a CCTCI (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) da Câmara dos Deputados aprovou projeto que amplia a redução de impostos para games. Atualmente, no Brasil, eles são taxados como jogos de azar, onerando os produtos com impostos de até 124%, dependendo do caso, fazendo com que os consumidores paguem preços altos por jogos originais.

Outro fator que deve impulsionar os games é a Portaria nº 116, de 29 de novembro de 2011, que diz que os jogos eletrônicos passaram a ser reconhecidos como segmento cultural para o recebimento de doações e patrocínios, conforme o estabelecido na Lei 8.313, de 23 de dezembro de 1991, a Lei Rouanet.

“Florianópolis tem tudo para se consolidar como um dos principais pólos de games do país”, diz a coordenadora do programa SC Games e Jovens Talentos, Marcia Battistela. De acordo com ela, jogos são produções que, em geral, custam caro. Mesmo para elaborar produtos mais simples, como os jogos de redes sociais, é preciso um considerável investimento de tempo e dinheiro. Isso limita em muito o crescimento das empresas brasileiras do setor, mas a recente aprovação das leis torna a captação de investimentos mais fácil, e amplia o leque de possíveis financiadores.

Tarqüínio Teles, presidente da Hoplon Infotainment, confirma que a nova legislação é um passo relevante para a indústria. “Estamos definitivamente entrando em uma nova fase. É preciso deixar bem claro que há muitos servidores públicos de vários ministérios, e também políticos de visão, ajudando a fazer isso a acontecer.” Ele conta que neste ano houve um workshop promovido pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), no Rio de janeiro, para ouvir os empresários do setor de games sobre o que atravanca os negócios, bem como as possíveis soluções. O desenquadramento dos games da categoria de jogos de azar e sua inclusão na Lei Rouanet são os primeiros frutos desse intercâmbio de informações, de acordo com ele.

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