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Servidores de São José prometem greve caso corte em benefícios de professores se mantenha

Prazo dado à ao município é aos vereadores vence no dia 27 de março

Brunela Maria
São José
20/03/2017 às 11H31

Os servidores públicos de São José deram prazo de uma semana à prefeita Adeliana Dal Pont (PSD) e aos vereadores do município, para a revogação do pacote de medidas, aprovado em segunda votação no Legislativo, que alterna o plano de cargos e salários e acaba com benefícios aos professores, entre eles os adicionais por regência de classe e pós graduação. Não havendo alteração, eles pretendem entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 27 de março.

Mais de 500 servidores participaram da assembleia realizada no sindicato - Divulgação
Mais de 500 servidores participaram da assembleia realizada no sindicato - Divulgação/ND


Segundo a presidente do Sintram-SJ (Sindicato dos Trabalhadores de Serviço Público de São José), Jumeri Zanetti, os dois benefícios são conquistas dos trabalhadores e categoria não vai aceitar que sejam suprimidos. A greve foi aprovada por mais de 500 servidores, em assembleia realizada na quarta-feira. O Ministério Público já teria pedido a revogação da legislação aprovada pelos vereadores.

“Fizemos a greve em 2016 e quando terminou as leis foram aprovadas. O MP viu ilegalidade, mas nosso questionamento é como o presidente da câmara deixou iniciar a votação que mexia com planos de carreira. Se a lei foi aprovada, como mandou para a prefeita sancionar? Todo período eleitoral passou e soubemos agora dessa situação”, comenta. A presidente reiterou que o sindicato quer negociar com o executivo. A audiência já foi solicitada através de ofício.

Em nota, por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura de São José diz que recebeu o comunicado da greve e que irá analisar as reivindicações do sindicato, além de estar aberta ao diálogo com os servidores. Também confirmou ter recebido notificação do Ministério Público, com base no fato de a nova legislação não prever o limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que determina o equilíbrio entre as despesas e receitas.

Aprovação com folga na Câmara

Na Câmara, o fim dos benefícios aos professores foi aprovado por doze votos a cinco. O vereador André Guesser (PDT) lamentou a aprovação e disse que vai continuar defendendo os professores. ”Quem perde com isso é o servidor e quem paga é a sociedade. Agora, voltou para a estaca zero”, ressalta.

A vereadora Alini da Silva Castro (PMDB) lembrou que o pedido do Ministério Público diz respeito apenas á uma formalidade e que a mudança promovida pelo município é legal. “Está faltando a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não sou contra os professores, até porque precisam ser mais valorizados”, comentou.

Desde sábado, o Sintram-SJ está distribuindo panfletos, explicando os motivos da greve à população. “Os vereadores são traidores porque votaram contra os professores. Tem parlamentar que é professor de carreira, que foi servidor público e nos traiu. Não votaram e nem pediram por mais tempo, para discutir essa situação. Já quiseram revogar, estavam plenamente decididos”, acrescenta a presidente.

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