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Identificada terceira vítima da queda de helicóptero em Joinville

Helicóptero caiu e explodiu depois de ser tomado para o resgate de um detento no Presídio Regional

Windson Prado, Jornal de Joinville
Joinville
09/03/2018 às 10H44
Aeronave caiu sobre o muro de duas residências, que não foram afetadas -  Windson Prado/Jornal de Joinville/ND
Aeronave caiu sobre o muro de duas residências, que não foram afetadas - Windson Prado/Jornal de Joinville/ND

O sequestro de um heli­cóptero terminou em tragé­dia, no Litoral Norte do Estado. Depois ser rendido em Penha, no Parque Beto Carrero, o piloto que fazia voos pano­râmicos foi obrigado a seguir até Joinville. Após sobrevoar a área do Presídio Regional, no bairro Paranaguamirim, na zona Sul da cidade, a aeronave caiu e explodiu. Quatro pesso­as estavam a bordo e três de­las morreram carbonizadas. O quarto ocupante sobreviveu e permanece internado no Hos­pital São José.

Até a manhã desta sexta-feira (9), três vítimas foram identificadas: o único sobrevivente, Daniel da Silva, de 18 anos, o piloto Antonio Mario Aguiar, 57 anos, e o ajudante do piloto, Bruno Siqueira, de 20 anos.

Entre as vítimas identificadas estão o ajudante do piloto, Bruno Siqueira, de 20 anos, e o piloto Antonio Mario Aguiar, 57 anos - Arquivo Pessoal/Facebook/Reprodução
Entre as vítimas identificadas estão o ajudante do piloto, Bruno Siqueira, de 20 anos, e o piloto Antonio Mario Aguiar, 57 anos - Arquivo Pessoal/Facebook/Reprodução


O helicóptero caiu sobre o muro de duas residências por volta de 15h40, a menos de 2,5 quilômetros do presí­dio. “Foi um estrondo muito grande, ouvimos tiros e uma explosão. Achei que tinham colocado uma bomba aqui em casa. Quando sai no portão vi o helicóptero explodindo. Foi tudo muito rápido. Gritei para minha filha para chamar os bombeiros”, contou a costurei­ra Adelaide, que mora ao lado do local da queda.

O homem que sobreviveu teria conseguido saltar da ae­ronave logo após ela bater no chão. Populares ajudaram a retirá-lo do local. Ele recebeu os primeiros socorros pela equipe do Helicóptero Águia da Polícia Militar e foi condu­zido ao hospital. Daniel teve queimaduras de segun­do e terceiro grau nos braços, pernas e face. Segundo o hos­pital, provavelmente também sofreu queimaduras nas vias aéreas.

Entres os três mortos está Antonio, piloto do helicóptero pertencente à empresa Avalon Táxi-Aéreo, de Curitiba, com mais de 10 anos de experiência. A empesa presta serviços de voos panorâmicos no Parque Beto Carrero World. A terceira vítima que morreu na queda era um passageiro.

Causas da queda serão investigadas pela aeronáutica

 O local da queda foi com­pletamente isolado. Equipes do Instituto Geral de Perícias de Joinville fizeram a remoção dos corpos carbonizados. Ain­da na noite de ontem era espe­rada a chegada dos peritos de Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Ae­ronáuticos), que viriam do Rio Grande do Sul para recolher os destroços e iniciar as investi­gações que devem apontar as causas do acidente. Todo o tra­balho pode levar mais de um ano.

Segundo o mecânico aero­náutico Michelo Ortega, res­ponsável por fazer a manuten­ção do Helicóptero Águia, da Polícia Militar de Joinville, a ae­ronave que caiu tinha o prefixo A-PRHBB e era do modelo BELL 206 Jet Ranger. “Está é uma das mais modernas aeronaves do mercado. É muito seguro, é quase impossível este helicópte­ro cair assim. Vamos aguardar o que vai apontar o relatório do Cenipa”, disse Ortega.

O BELL 206 Jet Ranger em operação para voos panorâmicos em Penha - Divulgação/ND
O BELL 206 Jet Ranger em operação para voos panorâmicos em Penha - Divulgação/ND



Armas nos destroços da aeronave

 O sequestro da aeronave fazia parte de um plano para um resga­te cinematográfico de um detento do Complexo Prisional de Joinville. É esta a principal linha de investiga­ção da Polícia Civil. Segundo as pri­meiras informações, a ação teve iní­cio em Penha, quando Daniel e Alex contrataram o serviço de táxi-aéreo.

Logo após a decolagem, os suspei­tos renderam o piloto e o obrigaram a seguir até Joinville. As torres de comando dos aeroportos de Joinville de Navegantes não foram informa­das sobre o plano de voo do piloto. Antonio, no entanto, teria consegui­do acionar um equipamento do he­licóptero que envia mensagens em caso de sequestro. O sinal foi capta­do em Curitiba, pela torre do aero­porto Afonso Pena.

Após chegar em Joinville e antes da queda, tiros foram ouvidos. Em meio aos destroços do helicóptero, uma pistola e um revólver foram localizados. Daniel já tinha antece­dentes criminais por tráfico de dro­gas e cumpria pena no regime se­miaberto. Recentemente ele deixou o Presídio Regional de Joinville.

A delegada regional de Joinville, Tânia Harada, informou que o caso será repassado à Polícia Federal, que fará a investigação criminal do sequestro seguido de acidente e morte.

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