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Senado poderá ter CPI para investigar reajustes dos combustíveis da Petrobras

Com o apoio de 28 assinaturas, a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) apresentou o pedido para a criação de uma CPI para investigar a política de reajustes dos combustíveis adotada pela estatal

Redação ND
Florianópolis
01/06/2018 às 15H15

Com o apoio de 28 assinaturas, a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) apresentou o pedido para a criação de uma CPI para investigar a política de reajustes dos combustíveis adotada pela Petrobras. Segundo a senadora, a CPI da Petrobras terá 30 dias para analisar dados referentes à definição dos preços dos combustíveis sem necessariamente convocar o presidente da estatal, Pedro Parente, que pediu demissão na manhã desta sexta-feira (1º).

"Ouvir o presidente, talvez sim, mas esse não é o objetivo principal. O objetivo principal é fazer um levantamento dos dados e ver qual é a margem que nós dispomos para estabelecer uma nova política de preços", disse a senadora Vanessa. Ela argumentou que no governo Lula os aumentos ocorriam uma vez por ano. Enquanto na gestão Temer, os consumidores pagaram 229 alterações nos preços da gasolina, álcool e diesel.

Embora defenda a mudança nos preços da Petrobrás, o presidente do Senado, senador Eunicio Oliveira (MDB – CE), cobrou que a agência nacional do petróleo abra a planilha da estatal. "A CPI é um instrumento do Congresso para abrir dados, mas é um processo lento, demorado e nós temos, não aqui no Congresso, as agências que controlam preços. Essa agências tem que ter uma participação efetiva, abrir essa planilha. Se é justo o preço se tem cessos, se os acionistas da Petrobrás estão ganhando demais", defendeu.

Ao descartar a CPI, o líder do governo, senador Romero Jucá (MDB-RR), argumentou que os reajustes dos combustíveis poderão ser debatidos em uma comissão do Senado. Ele acredita que "basta ter uma audiência pública, na comissão de Infraestrutura e na comissão de Assuntos Econômicos. Na verdade, o governo está discutindo essa política de preços. Nós tivemos no passado, no governo do PT, uma política de preços danosa, que quebrou a empresa. Agora, isso tá sendo recuperado. É claro que tem que ser modulada essa questão do aumento. Não dá para ter aumento no susto".

A CPI só poderá ser criada caso sejam mantidas pelo menos 27 assinaturas, mas qualquer senador poderá retirar o apoio até a meia-noite do dia em que o requerimento for lido em Plenário.

*Com informações do Senado Notícias

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