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Semana começa violenta em Florianópolis com dois homicídios, incêndio e PM baleado

Soldado do Bope foi atingido por um tiro de raspão no rosto. Ele fez cirurgia e passa bem. Nos Ingleses, um homem de 42 anos morreu em confronto com a PM

Colombo de Souza
Florianópolis
16/04/2018 às 22H04

A semana começou violenta em Florianópolis, com dois homicídios, um soldado do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) ferido com um tiro no rosto e a casa de um policial militar incendiada. Três suspeitos, detidos com drogas e armas, são apontados como autores na tentativa de homicídio contra o policial. O tiro pegou de raspão no rosto do soldado Rafael Luiz Cardenuto e a bala se alojou no ombro. Ele foi submetido à cirurgia no Hospital Universitário para retirar o projétil. Segundo policiais, Cardenuto não corre risco de morte. A Diretoria de Inteligência da Polícia Civil investiga se as ocorrências estão interligadas.

Este ano, 53 mortes violentas já foram registradas na Capital – em 2017, foram 79 casos nos primeiros quatro meses do ano. Conforme o diretor da Polícia Metropolitana, delegado Verdi Furlanetto, a violência vem sendo disseminada pela guerra entre facções rivais pelo domínio do tráfico de drogas. No entanto, Furlanetto afirmou que nos últimos 30 dias ocorreu uma redução em função das constantes operações policiais.

Além da guerra aberta pelo controle do tráfico, que eleva a violência em Florianópolis, a segurança pública ainda enfrenta a vulnerabilidade no sistema de radiocomunicação. Anteriormente, o crime organizado entrava na frequência da Polícia Militar, copiava as mensagens e repassava para integrantes da facção. Assim, os criminosos conseguiam fugir da polícia com mais facilidade ou atuavam onde ela não estava.

Morro do Horácio  - Marco Santiago/ND
 Marco Santiago/ND


Agora, eles desafiam os batalhões. Na semana passada, integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) teriam entrado na frequência do sistema de radiocomunicação do 21º BPM (Batalhão da Polícia Militar) do Norte da Ilha e ameaçado os policiais. Eles teriam dito que tinham dez fuzis e uma granada e que ia morrer policial.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Alceu de Oliveira Pinto Júnior, negou que exista conversa pelo rádio entre o crime organizado e a polícia. Sobre a questão da migração do sistema de radiocomunicação analógica para o digital, o secretário não quis falar. 

A migração para o sistema digital será realizada em forma de convênio com a Polícia Rodoviária Federal, firmado no ano passado. Todos os órgãos de segurança estadual estariam incluídos no pacote.

Incêndio no Norte da Ilha 

A violência começou por volta das 20h20 de domingo (15) com o incêndio na casa do policial militar do 4º BPM, Diogo Rauta, no bairro Rio Vermelho, Norte da Ilha. De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Militar, primeiro os criminosos arrebentaram a grade da janela, praticaram furto e depois atearam fogo na casa.

“Fazia um mês que ele havia terminado a construção”, disse a capitã Caroline Melo da Cunha, do Centro de Comunicação Social da PM. Ela informou que os amigos criaram uma vaquinha virtual para ajudar Rauta.

Policiais militares foram acionados para tentar prender os responsáveis pelo incêndio e realizaram incursões no bairro. Já era madrugada quando as guarnições entraram em confronto com um homem de 42 anos, na servidão Beira-Rio. O suspeito morreu. Não há confirmação de que ele seria o autor do incêndio criminoso.

Apreensão de armas e drogas 

Na manhã de segunda, a violência se propagou quando o Bope fazia incursão de rotina no Morro do Horácio. Ao verificarem uma situação de tráfico de drogas na rua Antônio Carlos Ferreira, policiais tentaram abordar três homens armados, mas foram surpreendidos por um disparo de arma de fogo que acertou de raspão o rosto do soldado Cardenuto.

O Bope chamou reforço e cercou o Morro do Horácio. Dois adolescentes e um jovem de 20 anos foram capturados. Eles portavam duas armas (uma pistola e um revólver) e drogas.

Homicídio no Monte Cristo 

No final da manhã ocorreu um homicídio no bairro Monte Cristo, no Continente. O comandante do 22º BPM, tenente-coronel Sandro Cardoso da Costa, acredita que o homicídio foi uma estratégia do crime organizado para retirar o Bope do Morro do Horácio. O homem morto no Monte Cristo estava sem documentos e não tinha sido identificado até o fechamento até o final da tarde desta terça-feira (16). 

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