Publicidade
Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 27º C
  • 17º C

Segurança pública é a prioridade do pré-candidato ao governo Décio Lima (PT)

Eleito vereador de Blumenau em 1992 e prefeito da cidade em 1996 e 2000, o advogado ocupa o cargo de deputado federal há 12 anos

Redação ND
Florianópolis
05/07/2018 às 21H12

Natural de Itajaí, Décio Lima (PT) foi eleito vereador de Blumenau em 1992 e prefei­to da cidade em 1996 e 2000. Há 12 anos ele ocupa o cargo de deputado federal, para o qual foi eleito em 2006, 2010 e em 2014. Integran­te do PT em Santa Catarina desde a sua funda­ção, Décio é advogado.

Para ele, a crise financeira na gestão públi­ca não é problema, já que “o reajuste fiscal é um problema de modelo de estilo de governança que precisa ser alterado”. Crítico às secretarias regionais, ele afirma que o modelo serviu apenas ao fisiologismo político. Como prioridade de go­verno ele elege a segurança pública, no combate à criminalidade e um sistema único de seguran­ça pública.

Décio defende planejamento organizado na saúde pública - Divulgação/ND
Décio defende planejamento organizado na saúde pública - Divulgação/ND


Candidatura ao governo

É visível que Santa Catarina encerra um ciclo da po­lítica. A expressão clara do povo com o espírito de renovação impulsiona essa minha vontade de estar neste momento ajudando a construir o debate sobre o futuro do Estado. Nós viemos de um período pra­ticamente de três décadas que os mesmos estão go­vernando. Se você analisar os últimos governadores, apenas se alteraram os personagens, mas os ambien­tes da condição da política é o mesmo. Eu represen­to nesse momento a possibilidade concreta de esta­belecer um processo inovador que possa otimizar a política catarinense dentro de um outro contexto, de aglutinar o povo, todos os setores da sociedade, dos trabalhadores, daqueles que reivindicam inclusão e cidadania, aos setores médios, empresários.

Crise financeira na gestão pública

Não tenho medo desse aspecto. Recebi a cidade de Blumenau em 1997 com quatro folhas de pagamento atrasadas, os servidores não receberam décimo ter­ceiro. Recebi a cidade como a ponte que haviam pro­metido durante anos e ela estava ali derrubada. Não tenho nenhum receio que este seja o problema. Pa­rece que a história me colocou novamente em uma situação parecida. As contas do Estado ainda não são saudáveis, temos aqui a ponte Hercílio Luz na mesma situação, e por isso eu quero dizer ao povo catarinen­se que essa será a menor dificuldade. O reajuste fiscal é um problema de modelo de estilo de governança que precisa ser alterado. Se nós não alterarmos o ambiente da política catarinense, nós vamos estar com todas essas amarras que não potencializam uma solução clara para que o Estado possa ser algo exemplar do ponto de vista da sua gestão, e sobretu­do que induza o desenvolvimento econômico de San­ta Catarina com um novo entusiasmo para que nós possamos dar um exemplo claro para o Brasil.

Secretarias de desenvolvimento regional

É um modelo que fracassou. Das 36 secretarias re­gionais, 31 aonde elas se instalaram, as regiões e as microrregiões decresceram do ponto de vista do PIB catarinense. Ela não induziu desenvolvimento, não construiu sinergia com o povo, não levou a saúde para as casas, nem garantiu educação para os filhos. É um modelo que, na formatação que está, serviu apenas ao fisiologismo da política catarinense com a disputa entre os partidos por cargos. Eu acredito numa descentralização com governador com pé na estrada, pisando em toda Santa Catarina, construin­do parcerias com os municípios, as entidades de tra­balhadores e empresários, e que possa garantir so­bretudo um orçamento participativo e regionalizado. Essa é a verdadeira descentralização das políticas para Santa Catarina.

Segurança pública

Nós estamos hoje com um cenário realmente delica­do na segurança. Aumentou potencialmente sobre­tudo as agressões a mulheres. Há um processo em curso que merece uma preocupação e um olhar es­pecial, eu diria como prioridade do próximo gover­nador, e essa será uma prioridade minha. Eu penso a segurança no combate da criminalidade. Uma segurança que não seja apenas reprimir o crime, mas também proteger a sociedade. É grave a ques­tão da segurança, portanto nós vamos tratá-la com prioridade absoluta, vamos construir um processo de segurança unificado, que hoje inclusive é a gran­de política que se debate no país, uma forma como um SUS para a segurança, que é o Sistema Único de Segurança Pública, vamos executá-lo em Santa Catarina de forma exemplar, com as nossas institui­ções, a polícia civil, militar e as forças democráticas também inseridas neste contexto da organização da sociedade.

Problema financeiro na saúde pública

Primeiro, sobre o planejamento da saúde pública, nós temos uma rede hospitalar extraordinária, uma política já implementada que foi impulsionada nos últimos governos do presidente Lula e da presiden­te Dilma, com a criação de unidades de saúde, UPAs, com uma política pública municipalizada. O proble­ma é que não temos um planejamento organizado. Hoje você vê um cidadão lá do oeste ter que vir à Ilha para ter um atendimento de alta complexidade. Não temos os investimentos em todo o sistema da rede catarinense de forma pla­nejada. Mesmo aquilo que conseguimos trazer do orçamento federal para cá não tem um critério no planejamento. O primeiro passo para a saúde, além de garantir os recursos, te­mos que efetivamente ga­rantir que tenhamos um planejamento e uma or­ganização da saúde como um todo no Estado.

Alianças políticas

O mais importante é a proposta que vamos oferecer ao povo catarinense. As pessoas querem saber de um governador que renove, que inove e que toque a sua vida. A grande indagação que faço hoje sobre políti­ca de aliança é: qual é a aliança que nós queremos fazer? Com quem realmente ela tem efeito, que é o povo catarinense. A grande aliança que quero fazer é a de compromisso, ser um governador que garanta aquilo que se compromete com a população e possa cumprir com coragem e determinação com as mu­danças que Santa Catarina precisa.

 

Publicidade

3 Comentários

Publicidade
Publicidade