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Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
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Segundo turno da eleição define nesta quarta-feira quem será o futuro reitor da UFSC

Candidatos a reitor partem para a reta final da campanha; eleição está marcada para quarta-feira em cinco campi da instituição

Paulo Clóvis Schmitz
Florianópolis

No final da noite de quarta-feira a comunidade universitária saberá quem vai sentar na cadeira de reitor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) a partir de 10 de maio de 2016. Das 8h às 21h de quarta-feira cerca de 39 mil pessoas – sendo a grande maioria, em torno de 33 mil, estudantes – poderão depositar seu voto nas 61 urnas espalhadas no campus sede, em Florianópolis, e pelos campi de Joinville, Curitibanos, Araranguá e Blumenau. Luis Carlos Cancellier de Olivo, que levou 29,54% dos votos válidos no primeiro turno, e Edson Roberto de Pieri, com 22,49% dos sufrágios, disputam a preferência do eleitorado. Os candidatos a vice-reitor são a professora Alacoque Lorenzini Erdmann e o professor Carlos Alberto Marques, respectivamente.

:: Entrevista: candidato a reitor da UFSC, Luis Carlos Cancellier de Olivo fala sobre suas propostas

:: Entrevista: candidato à reitoria da UFSC, De Pieri, fala sobre suas propostas e prioridades

Marco Santiago/ND
Futuro reitor da UFSC comandará uma instituição com 39 mil estudantes, professores e servidores


No primeiro turno, realizado em 21 de outubro, votaram aproximadamente 14 mil pessoas, com baixa participação dos alunos, mantendo a histórica adesão inferior a 30% neste segmento. Cerca de 3.100 servidores técnico-administrativos e 2.300 docentes completam o quadro total de votantes.

No segundo turno, sairá vencedor o candidato que tiver a maior quantidade dos votos válidos, ou seja, descontados os brancos e nulos. O processo é gerenciado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e os estudantes de ensino a distância também votarão, devendo se dirigir às urnas eletrônicas do campus mais próximo do polo ao qual estiverem vinculados.

A consulta à comunidade universitária – nome oficial do processo de escolha – é gerenciado pela Comeleufsc (Comissão Eleitoral de Entidades Representativas da Universidade Federal de Santa Catarina), formado por representantes dos alunos de graduação, dos pós-graduandos e dos professores. Bruno Floriani, membro da comissão, explica que a nomeação do vencedor será feita pelo MEC (Ministério da Educação) a partir de envio de uma lista tríplice pelo Conselho Universitário da UFSC – uma formalidade que nunca deixa de conduzir o mais votado ao cargo de reitor. Ontem à noite foi realizado no auditório da reitoria o último debate entre Cancellier e Pieri.

Situação do HU preocupa as duas chapas

O candidato Luis Carlos Cancellier de Olivo (chapa 82), professor do CCJ (Centro de Ciências Jurídicas), diz estar animado com a eleição porque a equipe se manteve mobilizada até o final e conseguiu debater a fundo todas as propostas de campanha. A plataforma é baseada na ideia de gestão eficiente e excelência acadêmica e recebeu aval onde foi apresentada, segundo ele. A questão da segurança deverá receber uma atenção especial, caso ele seja eleito, com a adoção de uma política mais eficaz de iluminação e de rondas da Polícia Militar, a partir de convênio com a corporação.

Em relação ao HU (Hospital Universitário), a única saída é o convênio com a Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), que vai gerenciar a instituição. Também será priorizada “uma gestão de diálogo”, de acordo com Cancellier.

Edson Roberto de Pieri (chapa 84), professor do CTC (Centro Tecnológico), está contente com as respostas positivas do eleitorado neste segundo turno. Ele lamenta não ter contado com mais tempo, desde o início do processo eleitoral, para realizar um trabalho intenso de divulgação de suas propostas, que passam por uma discussão ampla que ajude a definir as prioridades da universidade, que continuará sendo afetada pelos cortes nos repasses das verbas federais.

Um dos gargalos é o HU, que se ressente da falta de recursos e de servidores. “Precisamos de mais cem funcionários e não temos como contratar e nem abrir concurso”, diz. Por isso, se eleito, Pieri deverá fazer um convênio com a Ebserh para obter as verbas necessárias a manter a vocação do HU como hospital-escola e atendimento 100% SUS (Sistema Único de Saúde).

Principais propostas da chapa 82 - Luis Carlos Cancellier de Olivo

Realizar uma gestão competente, voltada para a excelência acadêmica

Restabelecer o clima de confiança, harmonia e colaboração entre os três segmentos (docentes, técnicos e estudantes), para que o diálogo seja a base da nova governabilidade

Resgatar a credibilidade da universidade junto aos setores públicos, privados e não governamentais

Melhorar o relacionamento com a cidade, os movimentos sociais, as autoridades do Executivo, do Legislativo, do Judiciário, o setor produtivo e os veículos de comunicação

Principais propostas da chapa 84 - Edson Roberto de Pieri

Promover uma grande discussão para compatibilizar as decisões e superar os obstáculos decorrentes da falta de recursos para atender todas as demandas da universidade

Debater com os diretores de campi e centros de ensino a destinação dos investimentos, que nunca atendem as necessidades da instituição

Solucionar com urgência os problemas do HU, que enfrenta dificuldades para manter o pleno funcionamento

Reatar os canais com a sociedade e os órgãos de comunicação, para mostrar as coisas boas que a universidade realiza

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