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Segundo suspeito de matar família em hotel em Canasvieiras é preso em São José

Durante coletiva na manhã deste sábado, a Polícia Civil afirmou que os criminosos planejaram a chacina a partir do que viram em filmes

Redação
FLORIANOPOLIS
11/08/2018 às 11H28

A Polícia Civil prendeu temporáriamente na manhã deste sábado o segundo suspeito de cometer a chacina no Norte da Ilha no início de julho. Na sexta-feira (10), no Rio Grande do Sul, em parceira com as polícias dos dois estados, foi preso o primeiro suspeito.

Inscrições relacionadas a uma facção criminosa foram deixadas em paredes do hotel - Polícia Militar/Divulgação/ND
Crime levou cinco pessoas a morte, sendo quatro da mesma família - Polícia Militar/Divulgação/ND


Na manhã deste sábado, durante coletiva, o delegado Ênio de Oliveira Matos, da Delegacia de Homicídios, explicou que as duas prisões aconteceram próximas por coincidência, contudo, ele afirma que parte do caso já estava solucionado seis dias após o crime dentro do hotel da família. “Mas precisávamos ratificar o que tínhamos e providenciar a documentação, o quê aconteceu ontem (10) no Rio Grande do Sul depois de um trabalho de quase 200 horas de campana. Na Ilha percorremos já cerca de 500 quilômetros [investigando]”, acrescenta o delegado.

O segundo suspeito, que não teve a identidade revelada, era morador do Norte da Ilha, mas foi preso no bairro Potecas, em São José, após uma campana das 22h de sexta até as 6h15 deste sábado. Ele tem entre 20 e 30 anos e estava em um apartamento. O homem foi ouvido pelos investigadores, já o preso na cidade de Santana do Livramento (RS), será transferido ao longo da semana para a Capital, onde também morava no Norte da Ilha.

O delegado Ênio explica que foram três criminosos que atuaram durante a chacina, sendo que o terceiro deve ser identificado em breve. As mortes aconteceram por vingança financeira, como suspeitado desde o dia do crime. Um dos criminosos seria conhecido da família e havia emprestado dinheiro recentemente já sabendo dos outros problemas relacionados a dinheiro que eles tinham. Segundo Ênio, o filho, Leandro Gaspar Lemos, 44, era o principal alvo. Perguntado sobre a forma de como aconteceram as mortes, Ênio afirmou que o mandante aprendeu vendo televisão, por meio de filmes. Os criminosos não levaram nada do hotel, pois esse não era o objetivo.

O delegado adiantou ainda que a funcionária do hotel que conseguiu fugir não acrescentou em nada na investigação, e que ela teria sido “facilitada” para fugir. “As amarras das mãos e pés estavam fracas porque também ela não era da família e não tinha relação com a vingança”, explica. As investigações continuam em busca do terceiro e último criminoso. 

*Com informações da RICTV Record.

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