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Seca pode ser a maior dos últimos 20 anos em Santa Catarina, aponta Casan

Desde o dia 23 de agosto não chove regularmente no Estado; Casan pede que a população economize água

Redação ND
Florianópolis
22/09/2017 às 17H21

A Defesa Civil de Santa Catarina alerta para a estiagem que atinge Santa Catarina, causando prejuízos na agricultura e pecuária. As precipitações para o mês de setembro estão abaixo da média climatológica em todas as regiões do Estado e a situação se agravou ainda mais com o baixo volume de chuva durante o mês de agosto no Litoral Norte, Litoral Sul, Meio Oeste, Planalto Sul e Vale do Itajaí. Desde o dia 23 de agosto não chove regularmente no estado de Santa Catarina. A média histórica para o mês de setembro varia entre 159mm a 251mm, portanto em algumas regiões não choveu nem 10% dos valores médios históricos.

Segunda estiagem de 2017 castiga produtores agrícolas de Santa Catarina

Rios catarinenses estão com os níveis baixos - Josete Nardi/Divulgação/ND
Rios catarinenses estão com os níveis baixos - Josete Nardi/Divulgação/ND



As 22 estações hidrológicas do Estado mostram o volume hídrico dos rios abaixo da normalidade. Os municípios mais atingidos com alerta e emergência são Forquilhinha, Bocaina do Sul, Otacílio Costa, Canoinhas, Palhoça, Chapadão do Lageado, José Boiteux, Salete, Taió, Timbó, São João Batista, São Martinho, Orleans, Tubarão, Passos Maia, Joaçaba, Rio das Antas, Tangará, Concórdia, Camboriú e Rio Negrinho. Já em situação de atenção são os municípios de Curitibanos, Itapiranga e Itapema. 

Para Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento), essa pode ser a maior estiagem dos últimos dez anos e a seca, a maior dos últimos 20 anos, sem a normalidade de chuva desde maio de 2017. "No passado, com a falta de chuva como a registrada atualmente já estaríamos com problemas no abastecimento desde agosto, mas graças aos investimentos estamos conseguindo manter o abastecimento de água no Estado mesmo em meio a uma estiagem violenta como esta", disse o diretor-presidente da Casan Valter Gallina.

Gallina pede para que a população colabore, já que o nível dos rios, combinado às altas temperaturas, compromete os sistemas. “Mesmo assim é fundamental que as pessoas economizem água evitando usar mangueiras para lavar carros e calçadas, regar plantas ou evitar de manter a torneira aberta enquanto lava a louça ou escova os dentes. O uso consciente de água neste momento ajudará a todos”.

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