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Se quéx, quéx, se não quéx, dix: manezinhos mandam recados para o aniversário de Floripa

Manezinhos legítimos ou que vieram de fora têm em comum a afeição pela cidade, que hoje está de aniversário

Paulo Clóvis Schmitz, Dariele Gomes e Gustavo Bruning
Florianópolis
23/03/2017 às 08H54

Todos tendem a amar a cidade em que nasceram e cresceram, constituíram família e construíram uma carreira, mas em Florianópolis essa relação parece muito peculiar, de apego e empatia absoluta, a julgar pelo que dizem as pessoas nas praças, feiras e logradouros públicos. No dia em que a capital catarinense festeja seu 344º aniversário, o ND publica o depoimento de gente que tem em comum o amor pela cidade e a vontade de “morrer aqui”. E entre aqueles que vêm de fora há a gratidão pelo bom acolhimento, pela adaptação sem traumas, pelas oportunidades que Floripa ofereceu e que geraram afinidade e a permanência definitiva.

É comum, a propósito, ouvir histórias de pessoas que saíram e voltaram, que viajaram e ansiavam pelo retorno, que foram levadas pelas circunstâncias a mudar de cidade e que somente sossegaram ao pisar outra vez na terra natal. Isso está nas falas dos entrevistados desta edição e pode ser encontrado nos relatos de muitos manezinhos que foram para São Paulo ou Canadá, por exemplo, e se declararam incapazes de lá continuar, regressando à Ilha para sempre – com o preço que isso pode representar, em termos financeiros e profissionais.

A cidade tem muitos problemas para resolver, tem desafios imensos na mobilidade e convive no limite com o equilíbrio/desequilíbrio ambiental. Ainda assim, e isso conquista cada vez mais os visitantes, há uma surpreendente coexistência entre os ecossistemas e uma beleza que resiste à expansão urbana, muitas vezes predatória. Não é por acaso que Florianópolis, antes ignorada lá fora, entrou no mapa dos lugares que merecem ser conhecidos e se tornou o destino de turistas das mais distintas latitudes. Para muitos desses forasteiros, o primeiro contato é a senha para voltar e ficar – os exemplos estão em todos os cantos da Ilha, já uma babel de línguas e sotaques.

Quando aprender a se planejar melhor, pensando nas soluções de longo prazo, Florianópolis poderá ser uma cidade modelar, capaz de equilibrar crescimento e riqueza com a preservação do meio, da cultura e das tradições que a tornam única.

Magia, amor e muita história

Uma geografia exuberante, uma cultura diversificada, dividida entre Ilha e Continente, mas unidas pela magia, pela lenda e pela crendice, Florianópolis, essa querida e acolhedora cidade completa hoje 344 anos. Cada cantinho, cada pessoa, cada olhar carrega uma história de ou com Florianópolis. É pescador, é rendeira, é história por todo o lado, de Norte a Sul, os mistérios que nos desafiam são os mesmos que nos fazem se apaixonar cada vez mais por esse lugar.

Colonizada pelo povo açoriano em 1673, Florianópolis se tornou a capital de Santa Catarina, enaltecedora da tradição do artesanato açoriano como rendas de bilro e tramóias, tapeçarias de tear e confecção de esteiras, balaios e gaiolas. Há a culinária de dar água na boca, os pratos feitos à base de peixes, há as praias, as ruas, os pontos de ônibus, lares, comércios, há uma cidade que vive 24 horas por dia, que respira e expira cultura, vamos aproveitar essa troca cultural.

Há centenas de anos as bruxas se reuniam em festa, vamos nos reunir hoje, vamos comemorar festejar a magia que Florianópolis nos proporciona. A equipe de redação do ND entrevistou algumas personalidades populares, que expõem suas preferências na cidade.

A praça e a banca

Floripa já foi cenário de mudanças, amores, tristezas e felicidades para Solange Maria Costa, 66 anos. Natural de Joinville, ela mora na Capital há 56 anos, e na banca de jornais e revistas que administra com o filho e o marido, localizada na praça 15, conta sua história de amor em Florianópolis e com Florianópolis. Foi na praça 15, no banco embaixo da figueira, que ela conheceu o marido, Irival Costa, 69. A banca que existe há 108 anos está na vida de Solange há pelo menos 40 anos, e é nela, debruçada sobre jornais e revistas, que ela fala do amor que tem por esta cidade: “Eu amo Florianópolis, esta banca já está na nossa família há muito tempo. Era de um parente da minha sogra, passou para o meu sogro e depois para mim e meu marido”.

  • Avaí ou Figueirense: Avaí         
  • Ilha ou Continente: Ilha
  • Carmela Dutra ou Carlos Corrêa: Não nasci em nenhuma delas
  • Pirão de peixe ou pirão de ''nailo'': Peixe
  • Tainha ou anchova: Tainha
  • Se quéx, quéx, se não quéx, dix: “Mais amor e paz em Florianópolis. E que essa cidade continue acolhendo bem as pessoas de boas intenções. Aqui circulam muitas pessoas atrás de notícias nos jornais e revistas, mas também pessoas que deixam suas histórias nesta humilde banca. Que continue sempre assim”.
Solange banca - Daniel Gomes
Solange banca - Daniel Gomes/ND

A alma da cidade

Existe um lugarzinho especial no Mercado Público, que reúne lindas histórias e cultura há 33 anos. O Box 32, que nasceu em 1984, criado pelo empresário manezinho Beto Barreiros, 61 anos, com a intenção de aproximar de forma simples todas as pessoas da cidade. “As salas de visita de uma cidade se concentram no Mercado, pois é ali que quem tem interesse em conhecer a alma da cidade frequenta. São várias classes misturadas em um só ambiente, há cheiro de cultura no ar. O nosso Mercado respira a história de Floripa”, diz. Diversas figuras populares já passaram pelo Box 32, como Kim Phuc, um dos ícones da Guerra do Vietnã, Ed Motta, Paulinho da Viola, Ivo Pitanguy...: “Hoje considero o Box 32 o lugar mais democrático do País. As pessoas que passam por aqui vão embora mais leves, felizes e mais ricas culturalmente”.

  • Avaí ou Figueirense: Figueirense
  • Ilha ou Continente: Os dois, um completa o outro
  • Carmela Dutra ou Carlos Corrêa: Carlos Corrêa
  • Pirão de peixe ou pirão de ''nailo'': Peixe
  • Tainha ou anchova: Os dois, cada um na sua época
  • Se quéx, quéx, se não quéx, dix: “Desejo para Floripa tudo de melhor do mundo. Eu amo este lugar, amo esta cultura e temos que resgatar e valorizar cada vez mais este lugar. Que cada vez mais seja investido em turismo de qualidade e não de quantidade”.
Roberto Barreiro - Daniel Gomes
Beto Barreiros - Daniel Queiroz/ND

Trabalho e diversão

A cultura e as tradições de um lugar se mantêm vivas quando são preservadas por gerações. A Mercearia do Ori, no Abraão, conhecida pelo ambiente aconchegante e de muitas histórias, passou de Ori Bernardo, morto em 2006 aos 57 anos, para os dois filhos manezinhos Odorico e Alex, de 34 e 40 anos, respectivamente, que procuram seguir o legado deixado pelo pai: tratar e acolher bem indiferente da condição. Em setembro deste ano a mercearia completará 44 anos de muito amor, acolhimento e diversão. “Meu pai empregou aqui as suas características, um ambiente para reunir amigos, de fazer novos e de muita devoção, já que era devoto de São Jorge, como também o chamavam por aqui. Era um boêmio apaixonado, e se reunia com o poeta Zininho e Aldírio Simões aqui neste local, eram histórias e mais histórias”, diz Odorico. A mercearia que fecha apenas no primeiro dia de cada ano é considerada por Odorico como um lugar não só de trabalho, mas de muita diversão também.

  • Avaí ou Figueirense: Figueirense
  • Ilha ou Continente: Continente
  • Carmela Dutra ou Carlos Corrêa: Carmela Dutra
  • Pirão de peixe ou pirão de ''nailo'': Peixe
  • Tainha ou anchova: Anchova
  • Se quéx, quéx, se não quéx, dix: “Desejo amor e respeito para toda a nossa querida Florianópolis, que ela continue sendo essa cidade maravilhosa, que aprendemos a respeitar e amar”.
Odorico - Daniel Gomes
Odorico - Daniel Queiroz/ND

Ela nos representa

Ela é carismática, lavadeira, rendeira, benzedeira, ela é manezinha da Ilha, ela é a Dona Bilica. Personagem da atriz Vanderléia Will, 46 anos, nativa de Florianópolis, dona Bilica foi criada há 25 anos, quando surgiu para ser mulher do personagem Maneca. O casal se separou tempo depois, em 1998, e Bilica continuou encantando as pessoas com suas histórias e suas características manezinhas. “A personagem resgata a cultura da nossa cidade, através de histórias, cantos, lendas e expressões para manter a herança açoriana deixada aqui, a nossa história, de crendices e misticismo. A Bilica enaltece e valoriza o que é daqui. Cada pessoa que conheci na pesquisa para criar a Bilica contribuiu para a personagem que ela é hoje. Ela é uma representatividade deste lugar”, diz.

  • Avaí ou Figueirense: O que estiver ganhando
  • Ilha ou Continente: Ilha
  • Carmela Dutra ou Carlos Corrêa: A Bilica nasceu em casa com a parteira
  • Pirão de peixe ou pirão de ''nailo'': Os dois
  • Tainha ou anchova: Os dois
  • Se quéx, quéx, se não quéx, dix: “Já é uma carrada de anos, hein? 344 anos! Quero desejar feliz aniversário para Floripa e pedir para os manezinhos cuidar maix da nossa Ilha, das nossas ruas, dos rios e do mar. Se duvidar não tem maix peixe não, quando vê joga as tarrafax e sai uma motocicleta de dentro do mar, né nega? Os turistas também têm que cuidar”.
Dona Bilica - Daniel Gomes
Dona Bilica - Daniel Queiroz/ND

A rosca de polvilho

Ele é conhecido pela rosca deliciosa de polvilho que produz e pelo seu jeito manezinho de ser e de incentivar a preservação da Ilha. O padeiro e empresário Élcio Tomáz da Silva, 45 anos, que tem seu negócio há 26 anos, dez deles em Ratones, começou a postar nas redes sociais fotos e vídeos com a rosca que produz e com clientes nativos e de fora. Devido à popularidade, Élcio conta que começou a usar desse grande número de acessos ao seu perfil para fazer vídeos incentivando o cuidado com a natureza e conteúdos que contasse a história de Florianópolis, inclusive como surgiu a rosca de polvilho na região. “Ratones era conhecido por ter 35 engenhos de farinha por causa da plantação de mandioca no local. E na madrugada quando os engenhos funcionavam eram produzidas muitas roscas, e por ser produzida na madrugada também passou a ser chamada de ‘corujinha’. Hoje quem vem a Floripa tem que experimentar a rosca de polvilho”, diz.

  • Avaí ou Figueirense: Avaí
  • Ilha ou Continente: Ilha
  • Carmela Dutra ou Carlos Corrêa: Carmela Dutra
  • Pirão de peixe ou pirão de ''nailo'': Nailo
  • Tainha ou anchova: Tainha
  • Se quéx, quéx, se não quéx, dix: “O jeito é cuidar da natureza né? Vou continuar fazer meus vídeos, pois é a forma que encontrei de conscientizar as pessoas a cuidar mais desse lugar. Nós temos uma bela natureza, temos que cuidar”.
Élcio  - rosca de polvilho - Daniel Gomes
Élcio - rosca de polvilho - Daniel Queiroz/ND

Um povo dedicado

Como jornalista ele já viveu muitas histórias. Hélio Costa, 63 anos, 35 deles dedicados ao jornalismo, é natural de Florianópolis e se orgulha em falar da dedicação do povo manezinho. “O manezinho se vira, pesca e planta para comer e batalha pelo seu dia a dia. Nasci aqui e fui servir o Exército em Brasília. Fui criado solto, correndo pelas praias, resolvi voltar. Aqui iniciei minha profissão com a editoria de polícia e até hoje não consigo entender como nosso povo, com tantas belezas, consegue cometer crimes e ficar preso, sem poder enxergar esse lugar”, afirma. Hélio enfatiza ainda que os moradores precisam deixar de ser falsos conservadores, pois se opõem ao crescimento da cidade: “Precisamos ter a inteligência de misturar a natureza com a arquitetura, sempre preservando o que há de mais valioso, nossa geografia”.

  • Avaí ou Figueirense: Os dois
  • Ilha ou Continente: Os dois
  • Carmela Dutra ou Carlos Corrêa: Carlos Corrêa
  • Pirão de peixe ou pirão de ''nailo'': Nailo
  • Tainha ou anchova: Anchova
  • Se quéx, quéx, se não quéx, dix: “Meu recado para Florianópolis é que tenhamos mais interesse pela nossa cidade, mais participação na vida social e política. Que saibamos escolher nossas autoridades, para que não se torne um trampolim político”.
Hélio Costa - Daniel Gomes
Hélio Costa - Daniel Queiroz/ND

Lembranças e inspirações

Era nas ruas do Morro da Coloninha que Gean Loureiro brincava quando criança. “Meus primos moravam lá, e a gente jogava futebol, andava de carrinho de rolimã e soltava pipa”, relembra. Mesmo depois de ter uma quantidade de votos mais expressiva na Ilha, na última eleição, a preferência do prefeito não trai suas memórias: “Pela minha origem tenho que escolher o Continente”. Hoje Gean mora no Cacupé e é o responsável por preparar os frutos do mar em casa, inspirado no caldo de peixe que sua mãe fazia. “Eu gosto de fazer pirão de peixe, mas o meu favorito mesmo é o berbigão. Eu boto o caldo quente e vou jogando a farinha devagarzinho, então fica mais grosso. Na época do meu avô era mais simples, ele fazia o pirão d’água e era meio pãozinho pra cada um”.

  • Avaí ou Figueirense: Figueirense
  • Ilha ou Continente: Continente
  • Carmela Dutra ou Carlos Corrêa: Carmela Dutra
  • Pirão de peixe ou pirão de ''nailo'': Peixe
  • Tainha ou anchova: Tainha
  • Se quéx, quéx, se não quéx, dix: “A gente vive na cidade mais querida do Brasil, com a população mais acolhedora. É a cidade que me abraçou e confiou o seu destino a mim, então eu ofereço a minha dedicação e a minha vida a Florianópolis”.
O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, tem o hábito de preparar frutos do mar em casa - Marco Santiago/ND
O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, tem o hábito de preparar frutos do mar em casa - Marco Santiago/ND

Talento no bilro

Criado no Pântano do Sul, o rendeiro de bilro Ediwaldo Pedro de Oliveira não esconde o quanto a tradição da Ilha faz parte de sua vida. Aos 60 anos, ele mostra uma das rendas quase finalizadas, que começou a ser feita em setembro. O talento está presente na vida dele desde os 15 anos, quando aprendeu a arte com uma prima. “Na época os guris não podiam fazer renda de bilro, tinham que fazer rede de pesca”, diz. Ele morou no Sul da Ilha até os 18 anos, quando se mudou para São Paulo. Após alguns anos, retornou. Em 1991, se mudou para o Canadá, onde morou até 1998. Desde então, não deixou mais a cidade natal. “Agora não saio mais daqui. Só quando for lá pra cima”, brinca. Ediwaldo revela que foi criado comendo pirão de nailo, mas a anchova frita é sua verdadeira paixão.

  • Avaí ou Figueirense: Figueirense
  • Ilha ou Continente: Ilha
  • Carmela Dutra ou Carlos Corrêa: Carmela Dutra
  • Pirão de peixe ou pirão de ''nailo'': Nailo
  • Tainha ou anchova: Anchova
  • Se quéx, quéx, se não quéx, dix: “Hoje Florianópolis está de aniversário. Se tu quéx vir aqui [no Mercado Público] comer um pirão d’água, quéx, se não quéx, dix”.
Hoje com 60 anos, Ediwaldo Pedro de Oliveira faz rendas de bilro desde os 15 - Marco Santiago/ND
Hoje com 60 anos, Ediwaldo Pedro de Oliveira faz rendas de bilro desde os 15 - Marco Santiago/ND

Paixões bem manezinhas

A presença de Lenira Regis na feira do Largo da Alfândega é garantida todas as semanas. A aposentada de 73 anos compra farinha e conversa com amigos e conhecidos: “Não sou muito de peixe, mas um pirãozinho d’água é muito bom, né?”. Lenira cresceu no Centro e também morou próximo à Ressacada, de onde surgiu a paixão pelo Avaí. Ela lembra com nostalgia quando a água do mar chegava na altura do Mercado Público. “Se me oferecessem um barraco aqui na Ilha ou uma mansão lá fora, eu escolheria o barraco”, diz. Lenira tem sete filhos, 17 netos e nove bisnetos. A maior parte dos filhos, conta, nasceu na Carmela Dutra.

  • Avaí ou Figueirense: Avaí
  • Ilha ou Continente: Ilha
  • Carmela Dutra ou Carlos Corrêa: Carlos Corrêa
  • Pirão de peixe ou pirão de ''nailo'': Os dois
  • Tainha ou anchova: Anchova
  • Se quéx, quéx, se não quéx, dix: “Pena que a nossa Floripa não é mais aquela de antigamente. Mas o que a gente vai fazer, né? É a evolução, em tudo quanto é lugar é assim. Se Deus quiser ficarei pra sempre aqui – e vou ser enterrada no Itacorubi”.
A aposentada Lenira Regis frequenta a Feira do Largo da Alfândega todas as semanas - Marco Santiago/ND
A aposentada Lenira Regis frequenta a Feira do Largo da Alfândega todas as semanas - Marco Santiago/ND

Carinho pelo Continente

Há oito anos trabalhando em uma tradicional loja de cerâmica do Centro, a vendedora Ceres Trindade, 57 anos, tem um carinho especial pela região continental. Ela cresceu em Capoeiras, onde mora atualmente, e acredita que a população “do outro lado da ponte” se destaca pela sua receptividade. Ceres relembra o apagão de 2003 que deixou a população da Ilha sem energia por mais de dois dias: “O próprio pessoal da Ilha se admirou com a solicitude do pessoal do Continente”. Quando o assunto é comida, não há dúvida quanto à preferência da vendedora: “Meu pai fazia um caldo de peixe como ninguém”. As habilidades de Ceres na cozinha, no entanto, foram ensinadas pela mãe, de descendência italiana, de quem reproduziu o talento para fazer massas.

  • Avaí ou Figueirense: Figueirense
  • Ilha ou Continente: Continente
  • Carmela Dutra ou Carlos Corrêa: Carmela Dutra
  • Pirão de peixe ou pirão de ''nailo'': Peixe
  • Tainha ou anchova: Tainha
  • Se quéx, quéx, se não quéx, dix: “Queria que Floripa voltasse às suas origens, pois os manezinhos estão perdendo as características da terra. O que a gente tinha de mais bonito era a beleza natural das praias, e transformaram demais alguns lugares como Santinho e Jurerê. É preciso fazer uma reorganização”.
Natural de Capoeiras, a vendedora Ceres Trindade destaca a receptividade dos moradores do Continente - Marco Santiago/ND
Natural de Capoeiras, a vendedora Ceres Trindade destaca a receptividade dos moradores do Continente - Marco Santiago/ND

Paixão alvinegra

O Senadinho Café Ponto Chic, na Felipe Schmidt, é o ponto de encontro de José Acácio dos Santos, o Pepe, 66 anos, e seus amigos. O ex-árbitro de futebol de salão trabalha na Fesporte e é torcedor do Figueirense desde pequeno. Segundo Pepe, que teve três mães adotivas, a família era dividida entre torcedores do Figueirense e do Avaí, pois o seu pai jogou nos dois times. A lealdade de Pepe ao Figueira, no entanto, permaneceu inalterada. Pepe cresceu no Morro do Mocotó e teve uma infância simples. Hoje Pepe mora em Biguaçu, mas revela o desejo de retornar à Capital: “Já estou voltando para Florianópolis. A Ilha me chama”.

  • Avaí ou Figueirense: Figueirense
  • Ilha ou Continente: Ilha
  • Carmela Dutra ou Carlos Corrêa: Carmela Dutra
  • Pirão de peixe ou pirão de ''nailo'': Qualquer comida
  • Tainha ou anchova: Os dois
  • Se quéx, quéx, se não quéx, dix: “Feliz aniversário, Floripa. Que continue assim, mantendo a tradição da Ilha. A água daqui é a melhor do mundo. Quem toma a água daqui não sai mais”.
José Acácio dos Santos é torcedor do Figueirense desde pequeno, quando seu pai jogava no time - Marco Santiago/ND
José Acácio dos Santos é torcedor do Figueirense desde pequeno, quando seu pai jogava no time - Marco Santiago/ND



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