Publicidade
Sábado, 17 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 28º C
  • 21º C

"Se licitarmos a Espaço Aberto ganha de novo", diz Colombo sobre reforma da Hercílio Luz

Governo busca apoio para que American Bridge ou Empa faça as obras. MPTC já declarou que conduta é "ilegal”

Keli Magri
Florianópolis

O governo do Estado apresentará na próxima semana as duas propostas para a última etapa das obras de reforma da ponte Hercílio Luz. A fase é a da restauração e as propostas são da empresa American Bridge, que construiu a ponte entre 1922 e 1926, e da Empa S/A Serviços de Engenharia, do grupo português Teixeira Duarte. De acordo com o governador Raimundo Colombo (PSD), o Estado busca o apoio dos órgãos de fiscalização para contratar a melhor proposta com dispensa de licitação, o que já é questionado pelo MPTC-SC (Ministério Público do Tribunal de Contas).

 

Marco Santiago/ND
Colombo defende a contratação sem concorrência pública


Colombo defende a contratação sem concorrência pública para poder escolher a proposta entre as duas empresas e evitar que a Espaço Aberto (Consórcio Monumento) participe da licitação. O governador também busca agilizar o contrato, já que o dinheiro está em caixa.

Embora ainda prepare os argumentos jurídicos para a dispensa, o governo não quer correr o risco de a mesma empresa que não completou as obras e, consequentemente, teve o contrato rescindido no ano passado, assuma novamente a restauração da ponte.

“Estamos analisando as propostas, preparando os argumentos e vamos apresentá-los à sociedade, à Assembleia Legislativa, ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas para explicarmos a dispensa de licitação, que no nosso entendimento é o melhor caminho. Se licitarmos, a Espaço Aberto ganha de novo e a insegurança nas obras permanece”, afirmou o governador.

Alta do dólar inviabiliza contrato com American Bridge

Mesmo ainda em negociação e à espera do aval dos órgãos, a tendência é que o governo do Estado não feche com a American Bridge. Isso porque a alta do dólar e a insegurança fiscal do Brasil encareceram a proposta da empresa americana.

Segundo o governador Raimundo Colombo, a estimativa diante da realidade cambial é de que a Empa proponha fazer as obras pela metade do preço da American Bridge. Uma alternativa para baratear o custo da americana estaria na contratação da mão de obra pelo governo do Estado, porém é algo que o Executivo não oficializa.

A possibilidade de dispensa de licitação das obras da ponte já é alvo de questionamento do MPTC-SC, órgão responsável pela representação que apontou o comprometimento de gastos no valor de R$ 563,5 milhões em 33 anos de reforma.

O procurador do MPTC, Diogo Ringenberg, afirma ser uma prática ilegal. “Não há justificativa para a dispensa de licitação, isso é uma emergência fabricada pela inação do governo. Deixar de licitar para impedir a participação de uma empresa é uma conduta ilegal”, declarou.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade