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SC teve aumento no número de desempregados em 2017, mas continua com melhor índice do país

Taxa de pessoas desocupadas no comparativo entre 2016 e 2017 registrou crescimento de 14,5%; informação é da Pnad Contínua, divulgada nesta sexta-feira (23) pelo IBGE

Michael Gonçalves
Florianópolis
23/02/2018 às 14H57

Santa Catarina teve um aumento na taxa de pessoas desocupadas em 14,5%, no comparativo entre 2016 e 2017 e, mesmo assim, continua tendo o menor índice do Brasil. No ano passado, a taxa foi de 7,1% no Estado, a de Florianópolis ficou em 7,5% e a média brasileira foi de 12,7%. Esses são dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) referente ao 4º trimestre de 2017 e de todo o ano passado, divulgada nesta sexta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O coordenador da pesquisa no Estado, Ilson Gonçalves Santos, informou que Santa Catarina teve o maior crescimento percentual da taxa de desocupação, no comparativo de 2014 a 2017. “Começamos a comparação no início da crise no país, que foi em 2014, e a nossa taxa cresceu 153,6%. Apesar de ainda termos a menor taxa do Brasil, Santa Catarina teve um crescimento no número de desocupados muito mais acelerado em relação a outros estados”, comentou.

Em 2017, a população desocupada de Santa Catarina foi de 270 mil trabalhadores. Com o crescimento na taxa de desocupação, também aumentou o número de trabalhadores por conta própria. No comparativo de 2014 a 2017, Santa Catarina teve um incremento de 11,7%, passando de 698 mil para 780 mil trabalhadores. O número de empregados domésticos também aumentou em 12,4%.

Apesar disso, o coordenador destacou uma redução do índice nos últimos trimestres. “A tendência que percebemos ao longo de 2017 é que trimestralmente esta taxa vem caindo, o que já é o indício de uma reação na economia. É importante salientar que o IBGE trabalha com os dados do passado, então o dado futuro pode apresentar outra realidade”, afirmou Ilson.   

Os números são os resultados de uma pesquisa em 211 mil domicílios em 3.500 municípios. Em Santa Catarina foram coletadas as informações de 13.200 domicílios em 207 cidades.

Dados foram apresentados pelo coordenador da pesquisa no Estado, Ilson Gonçalves Santos - Daniel Queiroz/ND
Dados foram apresentados pelo coordenador da pesquisa no Estado, Ilson Gonçalves Santos - Daniel Queiroz/ND


Taxa de desocupação em SC

2017 – 7,1% (270 mil)

4º trimestre de 2017 – 6,3% (244 mil)

3º trimestre de 2017 – 6,7% (257 mil)

4º trimestre de 2016 – 6,2% (226 mil)

Fonte: IBGE-SC

 

Rendimento médio em Florianópolis é de R$ 3.185

A pesquisa também avaliou o rendimento médio real habitual do trabalhador. Em Santa Catarina, o valor médio de R$ 2.316 em 2017 foi menor do que em 2014, quando o salário variou em R$ 2.331. Uma redução de 0,7%. Mesmo assim, houve um crescimento em comparação a 2016, quando o valor foi de R$ 2.186.

O rendimento em Florianópolis subiu de 2016, que era de R$ 3.103, para os R$ 3.185 em 2017. “Os valores em Florianópolis e no Estado superam a média nacional que foi de R$ 2.141 no ano passado. A grande surpresa foi a capital com a melhor remuneração, que sempre foi o Distrito Federal até o início da crise. Hoje, a cidade de Vitória (ES) paga a melhor remuneração com o valor médio de R$ 4.102. Quantia muito próxima à da capital catarinense”, explicou.

   

Radiografia de SC no 4º trimestre de 2017

População: 7 milhões;

Pessoas com idade para trabalhar (acima dos 14 anos): 5.834 milhões;

Pessoas com idade inferior aos 14 anos: 1.166 milhão;

Pessoas na força de trabalho: 3.850 milhões;

Trabalhadores ocupados: 3.606 milhões;

Desocupados: 244 mil.

Fonte: IBGE-SC

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