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Santa Catarina tem maior índice de trabalhadores formalizados do país

Estado também apresenta a menor proporção de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (11,6%)

Redação ND
Florianópolis
14/11/2018 às 19H20

Santa Catarina tem o maior índice de trabalhadores formalizados do país e mantém a taxa de desemprego em níveis moderados (6,2%) no terceiro trimestre deste ano, de acordo com dados da pesquisa PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice também está abaixo do resultado observado no terceiro trimestre de 2017 (6,7%) e no trimestre anterior (6,5%).

Comparando as regiões metropolitanas de todos os Estados, a região de Florianópolis teve a menor taxa de desocupados (7,5%), junto com Goiânia, com o mesmo percentual. O dado leva em conta a taxa de desocupação das pessoas com 14 anos ou mais.

O número de trabalhadores formais, com carteira assinada no setor privado, chegou a 1,7 milhões de pessoas no terceiro trimestre do ano.  O comércio responde por 625 mil, contra 611 mil no segundo trimestre de 2018. Santa Catarina também apresenta a menor proporção de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (11,6%).

“Apesar do aumento do número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado em Santa Catarina- de 226 mil para 228 mil do segundo para o terceiro trimestre deste ano- também temos o maior percentual de trabalhadores formalizados do Brasil (88,4%). Portanto, a economia catarinense é robusta estruturalmente, mas ainda não se recuperou por completo da crise de 2015-2016”, afirma o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt. De acordo com o empresário, estes resultados positivos são fruto da diversificação econômica de Santa Catarina, que permite maior mobilidade do empregos e investimentos entre os diferentes setores.

De julho a setembro, o Estado contou com 3,5 milhões de pessoas empregadas e 236 mil desempregados. O número de desempregados caiu em 21 mil entre 2017 e 2018. O Estado também se destaca nacionalmente na taxa composta de subutilização da força de trabalho -que agrega a taxa de desocupação, taxa de subocupação por insuficiência de horas e da força de trabalho potencial- que ficou em 11,2%, também a mais baixa no Brasil. O índice cresceu em relação ao trimestre anterior (10,9%). No Brasil, a taxa chegou a 24,2% no terceiro trimestre de 2018, ou seja, 27,3 milhões de brasileiros.

O rendimento real médio do catarinense manteve-se estável no terceiro trimestre de 2018 na comparação com o mesmo período do ano anterior, mas subiu 0,7% em comparação com o segundo trimestre de 2018. Em termos absolutos, o valor chegou a R$ 2.420.

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Taxa de desocupados fica em 11,9%

O nível de desocupação no total do país no terceiro trimestre de 2018 foi de 11,9%, ante 12,4% no segundo trimestre. Em 21 das 27 unidades da federação, a taxa de desocupação permaneceu estável em relação ao segundo trimestre. No terceiro trimestre de 2018, as unidades da federação com as maiores taxas de desemprego foram Amapá (18,3%), Sergipe (17,5%) e Alagoas (17,1%). As menores taxas de desocupação foram as de Santa Catarina (6,2%), Mato Grosso (6,7%) e Mato Grosso do Sul (7,2%).

A taxa de subutilização da força de trabalho, que soma os desocupados, os subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial, foi de 24,2% na média do país, o que significa que faltou trabalho para 27,32 milhões de pessoas no terceiro trimestre.

Piauí (39,9%), Maranhão (38,8%) e Bahia (38,5%) apresentaram os maiores níveis de subutilização, enquanto os menores ocorreram em Santa Catarina (11,2%), Mato Grosso (14,3%), Rio Grande do Sul (15,5%).

O país tinha 4,78 milhões de desalentados no terceiro trimestre, ante um contingente de 4,83 milhões no segundo trimestre. No período de julho a setembro, as unidades da federação com maior quantidade de pessoas em desalento foram a Bahia (794 mil pessoas) e o Maranhão (523 mil). Os menores contingentes estavam em Roraima e no Amapá, com 12 mil e 11 mil pessoas, respectivamente.

País tem 3,197 milhões de pessoas em busca de emprego

No terceiro trimestre, o país alcançou um recorde de 3,197 milhões de pessoas em busca de emprego há dois anos ou mais, segundo os dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE. No trimestre anterior, esse contingente era de 3,162 milhões de desempregados em busca de uma vaga há tanto tempo.

Em relação ao terceiro trimestre de 2017, aumentou em 12,3% o contingente de desempregados há pelo menos dois anos. Outro total de 1,850 milhão de trabalhadores procura emprego há mais de um ano, mas menos de dois anos. 

O grosso dos desempregados no terceiro trimestre, 5,764 milhões, estava em busca de uma vaga havia pelo menos um mês, mas menos de um ano. Na faixa dos que tentavam encontrar um trabalho havia menos de um mês estavam em 1,681 milhão de pessoas.

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