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Santa Catarina tem a maior expectativa de vida até 2060, segundo IBGE

Segundo projeção do IBGE, a esperança de vida no Estado passará dos atuais 79,6 anos para 84,5 em 2060

Redação ND
Florianópolis
25/07/2018 às 11H51

O Brasil atingiu a marca de 208,4 milhões de habitantes em 2018, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada nesta quarta-feira (24).  O dado é uma projeção com base no levantamento populacional do Censo de 2010 e mostra que Santa Catarina é o estado brasileiro com maior expectativa de vida, que passará de 79,6 anos em 2018 para 84,5 anos em 2060.  A média do Brasil é de 76,2 em 2018 e de 81 anos em 2060. 

A população atual do Estado é de 7.075.494 habitantes e, em 2060, deverá subir para 9.015.090. Até lá, a população brasileira crescerá para 228.286.347, cerca de 9,5% a mais dos 208,4 milhões atuais. 

O saldo migratório de Santa Catarina também tem destaque positivo na pesquisa, indicando que é atualmente é o terceiro maior do país. Em 2018, o Estado ganhou 29 mil habitantes, ficando atrás apenas de São Paulo (45,2 mil) e Goiás (39,8 mil). A expectativa é de que em 2060 continue ocupando o terceiro lugar neste cenário, ainda que o saldo migratório diminua para 23.071. 

Em relação à taxa de fecundidadade, Santa Catarina fica em oitava posição, com 1,74 filho por mulher. Conforme a estimativa, em 2060, esse número deverá cair para 1,68 em 2060. No Brasil, atualmente a taxa é de 1,77 e deverá cair para 1,66 em 2060.

Rua Conselheiro Mafra no centro de Florianópolis é um dos locais mais acessíveis e da cidade. - Daniel Queiroz/ND
O saldo migratório de Santa Catarina é atualmente é o terceiro mais alto do país - Daniel Queiroz/ND



Crescimento desacelerando

A população brasileira em 2018 teve aumento de 0,38% (ou 800 mil pessoas) em relação ao contingente de 2017, quando era de 207,6 milhões. No entanto, o dado mais recente mostrou que o crescimento populacional brasileiro está desacelerando. Ou seja, a cada ano a população cresce menos. De 2016 para 2017, o crescimento havia sido de 1,6 milhão de pessoas, o dobro do registrado na passagem de 2017 para 2018.

Alguns motivos levam à desaceleração da taxa de crescimento da população. O principal é a redução da taxa de fecundidade. Além disso, as mulheres estão engravidando mais tarde e a relação entre idosos e jovens está diminuindo. 

O IBGE estimou que a população brasileira continuará a crescer pelos próximos 29 anos, até 2047, quando deverá atingir 233,2 milhões. Nos anos seguintes, estima o instituto, a população cairá gradualmente, até chegar a 228,3 milhões em 2060.

O instituto fez uma série de projeções de longo prazo. A expectativa é que até 2060 a população com mais de 60 anos mais que dobre de tamanho e atinja 32,1% do total. Esse indicador em 2018 está em 13,44%. 

Movimento contrário ocorre na população de crianças de até 14 anos, que atualmente representa 21,3% do total e que em 2060 representará 14,7%. O confronto desses dois indicadores mostra o envelhecimento da população.

Em 2060, portanto, o país terá mais idosos do que crianças. Se comparadas ano a ano, as mudanças são tímidas. Num prazo mais longo, porém, os dados não deixam dúvida. Em 2060, um quarto (25%) da população terá mais de 65 anos, estima o instituto.

O Rio Grande do Sul, segundo o IBGE, é o estado que primeiro experimentará uma proporção maior de idosos em relação às crianças. Essa reversão se dará em 2029. Quatro anos mais tarde será a vez de Rio de Janeiro e Minas Gerais. 

Os estados do Sul e Sudeste apresentam atualmente populações mais velhas do que os do Norte e do Nordeste, por exemplo. 

A idade média da população brasileira em 2018 é de 32,6 anos. O estado mais jovem é o Acre, com população com idade média de 24,9 anos. O Rio Grande do Sul é o mais envelhecido, com 35,9 anos.

Envelhescimento

O motivo para envelhecimento geral é que a expectativa de vida experimentou melhora na última década, enquanto a fecundidade caiu gradativamente. Atualmente, a expectativa de vida ao nascer é de 76,2 anos. Em 2060, será de 81.

Segundo o demógrafo do IBGE Tadeu Oliveira, a redução da fecundidade está associada ao aumento da participação da mulher no mercado de trabalho. Elas têm dado cada vez mais prioridade aos estudos ou à carreira e têm postergado a maternidade. A evolução tecnológica, que permite às mulheres engravidarem mais tarde, também tem impacto nos dados.

Em 2010, a idade média em que as brasileiras engravidavam pela primeira vez era de 26,5 anos. Em 2018, o número está em 27,1 anos. Em 2060, chegará aos 28,8 anos de idade. 

Atualmente, a taxa de fecundidade é de 1,77 filho por mulher. Em 2060, esse número será de 1,66.

Em 2018, o país teve mais 1,6 milhão a mais de nascimentos do que mortes (até 1º de julho, data de referência da pesquisa). Apesar da expectativa de vida maior em 2060 frente a 2018, a relação entre nascimentos e óbitos sofrerá reversão no futuro. 

O país terá, em 2060, 736 óbitos a mais do que nascimentos, segundo estimativa do IBGE, fato que contribui para o envelhecimento da população.

*Com informações da Folhapress

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