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Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Santa Catarina receberá 182 novas Unidades Básicas de Saúde

Programa Mais Médicos vai reforçar profissionais de Estratégia de Saúde da Família nas cidades deficitárias

Fábio Bispo
Florianópolis

Entre 2010 e o ano passado Florianópolis perdeu 78 médicos no quadro da atenção básica. A diminuição dos profissionais estaria ligada diretamente com a falta de condições de trabalho, de incentivo para atuar no setor, além dos baixos salários. Ao lado de Major Gercino e Anitápolis, na Grande Florianópolis, a Capital também está na lista dos 1.557 municípios onde faltam médicos para atenção básica. Balneário Camboriú, Brusque, Joinville e Laguna estão entre as 39 cidades críticas no Estado de Santa Catarina.

Um dos focos do programa Mais Médicos, nesta terça-feira, o Ministério da Saúde publicou a lista das cidades que já serão beneficiadas com construção, reforma e ampliação de Unidades Básicas de Saúde. A previsão é construir 182 novas unidades, reformar 84 e ampliar outras 47 em Santa Catarina. Três unidades deverão ser construídas em São José, em Lages a promessa é entregar seis prédios. Florianópolis não aparece na lista.

Formadas por médico, enfermeiro, técnico em enfermagem e agente de saúde, as equipes de Estratégia de Saúde da Família são responsáveis pelo atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, visitas aos moradores, palestras, vacinação, além de mapear ocorrência de doenças num raio de no máximo 3.000 habitantes e fazer acompanhamento pré-natal. Mas a alta rotatividade de profissionais impede o bom funcionamento do programa. Segundo o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, um bom atendimento nas bases resolveria 80% dos casos atendidos no SUS.

A adesão dos municípios da Grande Florianópolis ao programa Mais Médicos, incluindo a Capital, pode acontecer em momentos distintos. Enquanto o setor educacional se prepara para abrir novas vagas e formar novos médicos com especialidade em saúde básica. As prefeituras que quiserem receber investimentos em unidades e contratação de médicos deve requisitar ao Ministério da Saúde, que ainda vai avaliar os pedidos. Serão R$4,9 bilhões em 17.800 Unidades Básicas no país. Parte dos investimentos está destinado para 8.471 obras, outras 9.329 restantes dependem agora da manifestação dos municípios, que deve ser feita até o dia 5 de setembro.

Prefeituras estudam adesão ao programa

A Secretaria de Saúde de Florianópolis, por meio de assessoria de imprensa, informou que vai estudar os detalhes do edital do governo Federal para decidir se vai brigar ou não por mais médicos e unidades. O maior problema da cidade é a alta rotatividade de profissionais, que deixam o serviço básico para ir para outras prefeituras ou para o setor privado.

O secretário de Saúde São José, Luis Antônio Silva, diz que existe a possibilidade de o mincípio também requisitar profissionais do Ministério. “Hoje temos 38 Equipes de Estratégia da Família, mas o ideal seriam 55. O ideal seria fazer com que o médico ficasse trabalhando mais tempo no município”, disse. A proposta do governo para os médicos que serão contratados através do programa é de que exerçam a atividade na área de saúde básica por três anos, com curso de especialização por universidades públicas.

 “O problema é que a Estratégia de Saúde da Família não consegue cumprir com seu objetivo. Isso se dá por diversos fatores, um deles é que quem vai para saúde básica está ali por um tempo, até conseguir uma residência ou outro trabalho”, conta o médico Edson Luís Tonon, 60 anos, aposentado pelo Ministério da Saúde. “O problema também não é só a falta de médicos, mas também a falta de estrutura em locais remotos. Muitos não estão preparados para realizar procedimentos sem laboratório confiável ou sem aparelhos de raio-x, e essa é a realidade das cidades longínquas”, completa o médico que já atuou em Florianópolis e atende em unidade básica de São José.

A Chamada Nacional de Médicos, que receberão R$ 10 mil, encerra as primeiras inscrições em 25 de julho. No dia 28 deverá ser anunciado as cidades que receberão os primeiros profissionais. O edital será permanente e abrirá inscrições mensais de acordo com a demanda. O objetivo é contratar profissionais para ocupar até 35 mil novos postos de trabalho que serão criados até 2014 com os investimentos que estão em andamento.

Lista completa com as 39 cidades catarinenses

• Anita Garibaldi

• Anitápolis

• Araranguá

• Armazém

• Ascurra

• Balneário Arroio do Silva

• Balneário Camboriú

• Benedito Novo

• Brusque

• Camboriú

• Cerro Negro

• Curitibanos

• Doutor Pedrinho

• Florianópolis

• Gaspar

• Guabiruba

• Indaial

• Itapema

• Jacinto Machado

• Jaraguá do Sul

• Joinville

• Lages

• Laguna

• Mafra

• Major Gercino

• Maracajá

• Monte Castelo

• Nova Erechim

• Porto Belo

• Santa Cecília

• Santa Rosa do Sul

• São Bento do Sul

• São Francisco do Sul

• São Joaquim

• São José do Cerrito

• São Ludgero

• São Martinho

• Saudades

• Xaxim

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