Publicidade
Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017
Descrição do tempo
  • 27º C
  • 16º C

Santa Catarina quer trazer milho do Paraguai para abastecer setor produtivo de carnes

A possível formação da Rota do Milho será abordada em um encontro no final da semana

Redação ND
Florianópolis
13/09/2017 às 11H31

Brasil, Argentina e Paraguai pretendem se unir para construir uma nova rota para o transporte de milho. O grão produzido no Paraguai poderá abastecer as cadeias produtivas de suínos, aves e leite em Santa Catarina. O assunto será abordado durante o Encontro Transfronteiriço da Rota do Milho, que será realizado nesta sexta-feira (15) e sábado (16) na cidade de Encarnación, no Paraguai.

Caso a Rota do Milho se concretize, o custo do frete do grão poderá ser reduzido em até 70% - Jaqueline Noceti / Secom/ Divulgação/ND
 Custo do frete do grão poderá ser reduzido em até 70% - Jaqueline Noceti / Secom/ Divulgação/ND



Grande produtor de carnes e leite, Santa Catarina se tornou também o maior importador de milho do país.  De acordo com o Goverdo do Estado,  todos os anos são mais de 3 milhões de toneladas do grão que saem do Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul para abastecer as cadeias produtivas de suínos, aves e leite no Estado. A nova rota poderá encurtar as distâncias percorridas pelo grão e dar mais competitividade para o agronegócio catarinense.

A ideia é que o milho saia do Paraguai, siga para Argentina (passando pela Provincia de Misiones em direção a Bernardo de Irigoyen) e chegue até Dionísio Cerqueira. O custo no frete poderia cair em até 70%, o que daria mais sustentabilidade para o agronegócio catarinense. O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, explica que essa é uma possibilidade real e que pode representar a continuidade do modelo econômico catarinense.

“Nossa produção é de 3,2 milhões de toneladas de milho e nosso consumo gira em torno de 6,5 milhões de toneladas do grão. Hoje, para trazer milho do Mato Grosso, pagamos mais no frete que no grão. São em média dois mil quilômetros de distância. Precisamos pensar em rotas alternativas que dêem mais competitividade para nossa cadeia produtiva”, ressalta.

Caso a Rota do Milho se concretize, o milho estará a 354 km de Dionísio Cerqueira, onde já existe um serviço de aduana, e a 555 km de Chapecó, maior centro de consumo do grão em Santa Catarina. Quase metade do trajeto feito pelos caminhões que trazem milho do Mato Grosso, por exemplo.

O secretário adjunto Airton Spies, que representará Santa Catarina no encontro, afirma que a reunião resultará em um documento onde serão apontadas as etapas para viabilizar a Rota do Milho. “Santa Catarina já traz milho do Paraguai, porém por uma rota mais longa, passando por Foz do Iguaçu, com muitas dificuldades aduaneiras, formação de longas filas de caminhões que atrasam e geram custos. Essa nova rota reduziria o tempo de transporte e o custo. Colocando o estado com uma vantagem competitiva para produção de carnes e leite”, destaca.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade