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Terça-Feira, 22 de Janeiro de 2019
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Santa Catarina mantém liderança nacional na produção de ostras, mariscos e vieiras, confirma IBGE

Destaques no cultivo, Florianópolis e Palhoça se consolidaram como polos gastronômicos no Brasil

Edson Rosa
Florianópolis

Santa Catarina é, mais uma vez, o maior produtor nacional de ostras, mexilhões e vieiras. Foram 21,65 mil toneladas, ou seja, 98% dos moluscos coletados e consumidos em todo o Brasil, com destaque para Florianópolis e Palhoça, municípios da região metropolitana. Os dados fazem parte da PPM (Pesquisa da Pecuária Municipal), com informações sobre a produção pecuária e de aquicultura, divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).

Marco Santiago/Arquivo/ND
Palhoça garante 60,8% da produção catarinense

 

Nove municípios catarinenses aparecem entre os dez primeiros do ranking nacional. Com 123.580 toneladas de mexilhões coletadas no ano passado, Palhoça garante 60,8%, da produção catarinense e 59,6% da nacional. Se no município vizinho, são fazendas de mariscos que se destacam nas águas da baía e reforçam a economia familiar, a Capital mantém a liderança na produção de ostras, com 2.707 das 3.370 tonelada, além de responder por 88,2% das sementes cultivadas.

Segundo o diretor de pesquisa do IBGE, Roberto Luís Olinto Ramos, a PPM traz informações sobre os efetivos dos rebanhos e a produção da pecuária, incluindo a aquicultura desde 2013. Em Santa Catarina, os dados referentes à maricultura foram obtidas junto à Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária).

Uma das novidades da pesquisa anual do IBGE é a investigação da aquicultura continental e marinha, com informações sobre criação de peixes, camarões e moluscos. A PPM também contabiliza alevinos de peixes, larvas de camarões e sementes de moluscos, com a finalidade de produção comercial.

 

Cultura marinha e pesquisas científicas entre “segredos”

Para o engenheiro agrônomo e pesquisador da Epagri Alex Alves dos Santos, 53, são vários os fatores que contribuem para o bom desempenho da maricultura catarinense. A cultura gastronômica, tradicionalmente baseada em pescados [camarão, tainha, berbigão e bolinhos de siri], o conhecimento das lides no mar e as pesquisas da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e da própria Epagri, são os principais.

“A produção de ostras e mariscos consolidou a região como principal polo gastronômico do Estado. Hoje, turistas vêm a Santa Catarina não só pelas belezas naturais e praias, mas, principalmente, para degustar de nossos moluscos. Até churrascarias oferecem ostras e mariscos”, diz. O conjunto de fatores, lembra Alex Alves dos Santos, viabilizou a plena adaptação da ostra do pacífico, típica de clima temperado, no clima subtropical do Sul do Brasil.

De acordo com pesquisas e projeções da Epagri, o setor cresce de 10% a 15% ao ano. A manutenção da média histórica depende da oferta e da procura e das condições climáticas, com quedas em períodos de chuva intensa e baixa salinidade e das marés vermelhas [excesso de algas] nas baías norte e sul.

A estimativa da Epagri, de acordo com o pesquisador, é de movimentação de R$ 70 milhões por ano na cadeia produtiva de moluscos em Santa Catarina. “Como se vê, é a atividade com grande potencial econômico. E estamos apenas no começo”, reforça.

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Santa Catarina

Produção 2014

 

Ostras, vieiras e mexilhões:  21,65 mil ton

98,0% da produção nacional

 

 

Mexilhões/ Palhoça

 

123.580 toneladas

60,8% da produção estadual

59,6% da produção nacional

 

Ostra/Florianópolis

 

2.707 toneladas

61% produção estadual

 

Vieira/Santa Catarina

30 ton

Florianópolis: 20 ton

Penha: 10 ton

Sementes/Florianópolis

88,2% da produção nacional de ostras, vieiras e mariscos.

 

Aquicultura nacional

 

2.871 municípios nos 27 estados arrecadaram R$ 3,87 bilhões com produção pesqueira

 

70,2%  -  peixes (474 329 kg)

20,5%  - camarões (65 018 KG)

2,4%  - ostras, vieiras e mexilhões (22 091 KG)

 

Fonte: IBGE

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