Publicidade
Sábado, 17 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 28º C
  • 21º C

Saiba quais foram os partidos mais governistas ao longo das três últimas décadas no Brasil

Análise de comportamento das legendas foi feita por professores da Universidade de Brasília e com base em informações da Justiça Eleitoral e da Câmara

Redação ND
Florianópolis
06/08/2018 às 22H54

O antigo PMDB se tornou ícone do governismo, mas não está sozinho. Uma radiografia das alianças partidárias no Brasil mostra que a busca por sustenta­ção política levou a um inchaço das alianças eleitorais e incenti­varam partidos a ocuparem car­gos sob diversos presidentes. Na linha do tempo das úl­timas três décadas, três par­tidos emergem como os mais governistas: o rebatizado MDB, o PP e o PTB.

Essas siglas tiveram postos de primeiro escalão com Itamar Franco (1992-94), Fernando Hen­rique Cardoso (1995-2002), Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), Dilma Rousseff (2011-16) e Michel Temer (2016-18).

O PP, formado a partir da fusão de legendas menores com grupos derivados da Arena (que dava sustentação à ditadura mi­litar), fincou sua bandeira em go­vernos de diversas ideologias.

A linha do tempo também mostra que o PTB foi bem-suce­dido no acesso ao poder. À ex­ceção dos primeiros mandatos de FHC e de Dilma, a sigla foi atendida com cargos por todos os presidentes desde Fernando Collor (1990-92).

O MDB tem 100% de aprovei­tamento. Fraturada entre caci­ques regionais, a sigla conseguiu ocupar cargos cobiçados mesmo quando parte de seus integrantes estava fora da coalizão governis­ta. Graças ao tamanho de suas bancadas na Câmara e no Sena­do, o MDB recebeu ministérios mesmo quando ficou de fora da aliança que elegeu presidentes.

Três décadas de alianças e governismo - Folhapress/ND
Três décadas de alianças e governismo - Folhapress/ND


A análise sobre o compor­tamento dos partidos foi feita a partir de dados dos professores André Borges, Mathieu Turgeon e Adrian Albala, do Laboratório de Pesquisa em Comportamen­to, Instituições e Políticas Públi­cas da Universidade de Brasília -acrescidos de informações da Justiça Eleitoral e da Câmara.

Nos últimos anos, as alian­ças ficaram mais parecidas com os governos que surgiram após as disputas. Dilma se elegeu com nove partidos grandes e médios em 2014 e só agregou o PTB ao ministério.

“Os partidos aprenderam que é muito difícil ganhar a elei­ção e governar depois sem for­mar uma coligação sólida. Com isso, o processo de formação do governo foi antecipado”, explica André Borges.

Publicidade

1 Comentário

Publicidade
Publicidade