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“Vamos mexer em privilégios”, sugeriu Boulos em sabatina

Candidato pelo PSOL, Guilherme Boulos defendeu indulto a Lula e realização de reformas trabalhista, tributária e política

Gustavo Bruning
Florianópolis
16/08/2018 às 21H37

Guilherme Boulos, candidato à Presidência da República pelo PSOL, foi o entrevistado desta quinta-feira (16) na Record TV. Considerado uma das principais lideranças da esquerda no país, ele respondeu questões dos jornalistas Eduardo Ribeiro e Christina Lemos ao longo de 15 minutos.

Logo no início, Boulos foi perguntado sobre o seu conhecimento a respeito da investigação da Polícia Civil que apurou o envolvimento de líderes de facções criminosas com o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). “Essa é uma informação imprecisa. Não foi o MTST, foi um outro movimento social”, afirmou o candidato, envolvido há 17 anos com o movimento. “É preciso separar o joio do trigo" e não "julgar todas as pessoas sem moradia".

Guilherme Boulos - Edu Moraes/Record TV/Divulgação/ND
Guilherme Boulos foi o entrevistado desta quinta-feira na Record TV - Edu Moraes/Record TV/Divulgação/ND


Questionado sobre o desemprego no país, Boulos defendeu a criação de um programa para gerar "6 milhões de empregos nos primeiros dois anos de governo” e disse que é preciso "desmistificar [a noção de] que o Brasil está falido e que o governo não tem dinheiro”.

“O Brasil não é um país pobre, é a oitava economia do mundo. O problema é que esse dinheiro não está chegando onde deve”, afirmou.

Boulos criticou os cortes promovidos por Temer nas áreas de saúde e educação e prometeu mexer em privilégios, taxar grandes fortunas e promover reforma tributária. Questionado sobre como pretende governar caso tenha pouca representatividade no Congresso Nacional, o candidato apostou nas escolhas dos eleitores para os postos à Câmara e ao Senado e declarou que também pretende promover reforma política.

Durante a entrevista o presidenciável reforçou a intenção de revogar a reforma trabalhista aprovada pelo presidente Michel Temer e criticou o financiamento de campanhas por parte de empresários, empreiteiros e banqueiros. 

Os jornalistas da Record TV também questionaram sobre o posicionamento dele em relação à prisão de Lula e a Operação Lava-Jato, uma vez que Boulos representa, assim como Lula, movimentos da esquerda. Boulos não escondeu que é a favor da liberdade do ex-presidente. “Eu acho que ele [Sérgio Moro] não foi isento na forma como condenou o ex-presidente Lula, com base apenas em delações e sem provas, para retirá-lo do processo eleitoral”. 

A sabatina também abordou o quesito educação. Boulos definiu o atual currículo das escolas como “bastante defasado” e defendeu a quebra de tabus. Ele traz como solução a criação de uma “profunda reforma curricular”, resultado de debate com professores e alunos, abordando temas como a violência contra a mulher e o respeito à diversidade sexual.

As entrevistas continuam na próxima semana com Geraldo Alckin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Henrique Meireles (MDB), o candidato do PT, e Álvaro Dias (Podemos). Já Marina Silva (Rede Sustentabilidade), encerra a lista no dia 27.

Confira a entrevista na íntegra

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