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Riscos dos patinetes em avaliação: Florianópolis pode estabelecer modelo e regras próprias

Prefeitura, que pretende quadruplicar quantidade de equipamentos na cidade, prepara campanha de conscientização para usuários

Redação ND
Florianópolis
11/01/2019 às 17H51

A prefeitura da Capital está estudando o comportamento do serviço de patinetes elétricos, inclusive os riscos aos quais os usuários têm sido submetidos nos equipamentos e excessos cometidos em calçadas e em meio aos carros. O trabalho deve subsidiar a construção da chamada pública que estabelecerá regras de uso, quantidade de empresas e número de equipamentos em uso. A garantia foi dada nesta sexta-feira (11) pelo o secretário de Transportes e Mobilidade Urbana de Florianópolis, Marcelo Roberto da Silva.

Prefeitura prepara campanha de conscientização para usuários - Divulgação/ND
Prefeitura prepara campanha de conscientização para usuários - Flávio Tin/ND


O atual sistema recebeu uma autorização provisória de 90 dias e a falta de segurança do serviço vem gerando polêmica, já que não há uma regra clara nem para o serviço e nem para o uso dos patinetes. Os usuários estão rodando em qualquer lugar, contribuindo para deixar o transito ainda mais confuso. Além disso não é raro encontrar patinetes abandonados nos mais distintos locais da região central. Se não houver um cuidado devido, a situação pode se complicar: atualmente há 100 equipamentos na Capital.

“Posteriormente, como foi acordado com o Ministério Público, faremos um chamamento público. A nossa ideia é que venham para cá empresas com, no mínimo, 300 patinetes, para que possamos avançar”, explicou Silva. O secretário admitiu estar preocupado com o fato de as pessoas não estarem seguindo o código de trânsito e as orientações da Guarda Municipal. “A nossa avaliação inicial é positiva, mas temos observado que algumas pessoas não estão se preocupando com o código de trânsito”, completou.

A ideia da prefeitura é que os usuários utilizem efetivamente as ciclovias e ciclofaixas, evitando acidentes. Silva lembrou da responsabilidade solidária dos usuários em caso de acidente. “Ao ativar o uso do equipamento no aplicativo, o usuário concorda com as regras responsabilidades de uso. Isso ainda é muito novo, estamos buscando experiências de outros países e aprimorando”, disse.

Criação de docas para patinetes pode facilitar a disposição dos equipamentos - Flávio Tin/ND
Criação de docas para patinetes pode facilitar a disposição dos equipamentos - Flávio Tin/ND


A velocidade indicada para deslocamento é de 6 km/h – os patinetes podem chegar a 22 km/h. Para Silva, uma campanha de conscientização pode contribuir para que os usuários se adequem às normas de segurança. “Essa campanha vai mostrar as responsabilidades que a pessoa tem utilizando as ciclovias, ciclofaixas e, principalmente, a sinalização. Temos visto alguns casos de pessoas furando sinais, e isso é complicado”, lamentou o secretário. O trabalho ainda está sendo desenvolvido pela assessoria de imprensa da secretaria. A recomendação da Guarda Municipal é que usuários utilizem capacete.

Estações contra a desordem

O secretário confirmou que ainda que não há uma legislação no Brasil específica para patinetes elétricos. “A ideia é que tenhamos, futuramente, uma legislação que dê segurança jurídica para todos”, esclareceu. Enquanto isso, a secretaria de Mobilidade Urbana estuda algum tipo de regulamentação. “Isso para que as regras estejam bem claras e essa segurança jurídica esteja dos dois lados, tanto por parte da prefeitura, na cobrança da operacionalização e fiscalização, como por parte da empresa, em se estabelecer no município e dar continuidade ao serviço”, esclareceu.

O modelo de deslocamento de patinetes elétricos que funciona em Florianópolis permite os trajetos livres. Dessa forma, não é raro encontrar os equipamentos avulsos em pontos distintos. A aplicação do modelo de docas, já utilizado no sistema de bicicletas, pode auxiliar na organização dos patinetes. “Tratam-se de estações onde, efetivamente, eles podem ser recarregados. Então nós tiraríamos esse problema que há hoje”, afirmou Silva. “Em alguns espaços deixaríamos os patinetes livres, e teríamos o local específico para que eles fossem recolhidos e recarregados”, completou.

>> Há cerca de um mês em Florianópolis, patinetes elétricos podem oferecer risco no trânsito

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