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Rio de Janeiro confirma dois casos de sarampo e Rondônia tem primeiro registro desde 1999

No Estado do Norte, a campanha de vacinação, prevista para agosto, foi antecipada e deve começar nesta terça

Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF)
09/07/2018 às 22H04

Dois pacientes do Rio de Janeiro tiveram diagnóstico de sarampo confirmados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), laboratório de referência do Ministério da Saúde. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (9) pela Secretaria Estadual de Saúde. Os dois casos confirmados são alunos da Faculdade de Direito da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde, até o final da semana passada, havia 13 casos suspeitos de sarampo. Esses estudantes participaram de um encontro com jovens de vários estados brasileiros na cidade de Petrópolis, na região serrana fluminense.

A vacina contra o sarampo é a única forma de prevenir a doença - Tomaz Silva/Agência Brasil
A vacina contra o sarampo é a única forma de prevenir a doença - Tomaz Silva/Agência Brasil


De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, as autoridades sanitárias da cidade do Rio realizaram uma vacinação de bloqueio no dia 3 de julho, na Faculdade de Direito, localizada no centro da capital fluminense.

A Secretaria de Saúde ressaltou que a proteção contra o sarampo faz parte das vacinas Tríplice Viral e Tetra Viral, disponíveis conforme calendário de vacinação do Ministério da Saúde para crianças entre 12 e 15 meses. A cobertura vacinal contra a doença para crianças de 1 ano no estado é 95% . Devem ser vacinadas as crianças de até um ano e adultos de até 49 anos que não tenham sido imunizados. Aqueles que tomaram as duas doses da vacina não precisam tomar nova dose.

Rondônia confirma primeiro caso de sarampo desde 1999

A Secretaria de Saúde de Rondônia confirmou nesta segunda o primeiro caso de sarampo no estado. Um outro caso já testou positivo para a doença, mas aguarda resultado de contraprova, a ser enviado pela Fundação Oswaldo Cruz, para ser oficialmente contabilizado. Rondônia não tinha registros de sarampo desde 1999.

Em entrevista à Agência Brasil, a diretora da Agência de Vigilância em Saúde do estado, Arlete Baldez, explicou que os pacientes são uma criança de 4 meses que mora em Porto Velho e uma mulher de 25 anos que vive no município de Vilhena. Ambas estiveram em Manaus, onde há surto da doença. “Quase 20 anos depois do último registro, surgem esses dois casos de sarampo, decorrentes da epidemia na Venezuela, que está com fluxo migratório para vários países, inclusive o Brasil”, disse. “[O vírus] entrou por Roraima, de lá, foi para o Amazonas e, agora, chegou a Rondônia”, completou a diretora.

Vacinação antecipada

Segundo Arlete, a campanha de vacinação contra o sarampo, prevista para começar em agosto, será antecipada em Rondônia, com previsão de início para esta terça (10). A capital, Porto Velho, já iniciou a imunização. “Solicitamos ao Ministério da Saúde doses para antecipar a campanha e eles responderam prontamente. Vamos discutir com municípios a estratégia de divulgação e mobilização para que a gente consiga, no menor tempo possível, vacinar o público alvo.”

O esquema vacinal vigente para o sarampo é uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose da vacina tetra viral aos 15 meses. Entretanto, em casos de surto, alguns estados optam por iniciar a imunização aos 6 meses. Adultos com idade entre 20 e 29 anos também devem receber duas doses da vacina tríplice viral. Já os que têm entre 30 e 49 anos precisam de apenas uma dose.

A doença

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Complicações infecciosas contribuem para a gravidade do quadro, particularmente em crianças desnutridas e menores de um 1 ano. 

Os sintomas incluem febre alta acima de 38,5°C; erupções na pele; tosse; coriza; conjuntivite; e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecidas como sinais de Koplik e que antecedem de um a dois dias antes do aparecimento da erupção cutânea.

A transmissão do sarampo acontece de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema. O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea.

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