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Reunião em Florianópolis define futuro da conservação das baleias em todo o planeta

Encontro contará com a presença de representantes de mais de 80 países e tratará da preservação e da caça do animal

Redação ND
Florianópolis
06/09/2018 às 20H09

Florianópolis reunirá na próxima semana representantes de mais de 80 países para debater a preservação e a caça de baleias. O encontro, que será realizado no Costão do Santinho, entre 10 e 14 de setembro, contará com a participação da CIB/CBI (Comissão Internacional da Baleia/Comissão Baleeira Internacional).

As francas procuram as águas mais quentes do litoral catarinense - Marco Santiago/ND
As baleias-francas procuram as águas mais quentes do litoral catarinense - Marco Santiago/Arquivo/ND


A caça comercial às baleias é proibida mundialmente desde 1986 graças a uma moratória estabelecida pela CIB, mas países como Japão, Islândia e Noruega se aproveitam de brechas na legislação para seguirem matando cetáceos. Ativistas de todo o planeta estão preparando mobilizações para impedir a aprovação de retrocessos e garantir medidas concretas para a preservação de baleias e golfinhos.

Os países que defendem a caça dos cetáceos pressionam para o aumento de suas cotas de abate – alegando utilizar os animais para pesquisa científica ou para a própria necessidade de sobrevivência – e mesmo para a liberação irrestrita da matança. A caça, no entanto provoca desequilíbrio no meio-ambiente e no ecossistema marinho.

Com firme posicionamento pela preservação das baleias, o Brasil é um dos idealizadores da proposta de criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, fundamental para garantir a sobrevivência das pelo menos 51 espécies de cetáceos que vivem ou migram pela região, onde foram mortas 71% das baleias caçadas em todo o mundo. Apesar de serem maioria, os países que defendem a preservação das baleias não conseguem aprovar a proposta por não atingirem os três quartos necessários.

A criação de santuários para baleias não só garante a sobrevivência de espécies ameaçadas como possibilita inúmeros benefícios para as comunidades da área, como oportunidades para pesquisa não-extrativa e não letal, atividades educativas, a observação de baleias e o ecoturismo. A população de Santa Catarina conhece um bom exemplo: a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca no litoral do estado atrai centenas de turistas todos os anos, além de promover o respeito ao meio ambiente e momentos emocionantes para quem observa as baleias.

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