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Retirada de poste pode atrasar retomada de obra na ponte sobre canal da Barra da Lagoa

Deinfra pretendia reiniciar trabalhos no início de agosto, mas Celesc tem 30 dias para executar serviço

Cristiano Rigo Dalcin
Florianópolis
19/07/2018 às 22H04

Inicialmente prevista pelo Deinfra para acontecer na primeira semana de agosto, a retomada das obras da ponte sobre o canal da Barra da Lagoa, no leste da Ilha de Santa Catarina, deve atrasar e adiar ainda a mais a conclusão da obra, programada para fevereiro de 2019. O novo entrave é a retirada de um poste de iluminação pública, em serviço que tem 30 dias de prazo para ser realizado a contar de 16 de julho, data da solicitação junto à Celesc.

Nova ponte (à esq.) começou a ser construída em 2014 e só deve ficar pronta em fevereiro de 2019 - Flávio Tin/ND
Nova ponte (à esq.) começou a ser construída em 2014 e só deve ficar pronta em fevereiro de 2019 - Flávio Tin/ND


De acordo com assessoria de imprensa da Celesc, o pedido está em fase de elaboração de projeto e que deve levar 30 dias para ser finalizado. O prazo final para conclusão do trabalho também dependerá da complexidade do serviço. A relocação do poste é só uma das quatro pendências que o Deinfra precisa resolver para retomar as obras.

A segunda pendência é a remoção de uma adutora da Casan. A autarquia já foi comunicada e programou o início dos trabalhos a partir da próxima semana, em uma operação que tem prazo de cinco dias para execução. De acordo com a assessoria de imprensa da Casan, as braçadeiras que irão receber a adutora já foram instaladas, o que garante agilidade para a operação.

O Deinfra também já fez contato com a empresa responsável para mobilizar as equipes de trabalho e ainda terá que finalizar os processos de desapropriação ainda pendentes.  De acordo com o secretário Estadual de Infraestrutura e presidente do Deinfra, Paulo França, após a retomada das obras, sete meses serão necessários para a conclusão da ponte para alívio da comunidade, pescadores e usuários da Rodovia Jornalista Manoel de Menezes (SC-406). Ainda segundo França, a obra irá consumir R$ 2 milhões e os recursos estão garantidos.

Paralisada após ação do Ministério Público que exigia a realização de um estudo ambiental e a demolição da nova estrutura, a retomada da obra foi autorizada pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª região, que derrubou a ação no início do mês de julho. De acordo com a assessoria de imprensa do Instituto do Meio Ambiente (IMA), a questão está encerrada, pois o órgão ambiental também tem o mesmo entendimento de que não há necessidade do estudo para o local.  

Obras foram retomadas na ponte da Barra da Lagoa esta semana - Flávio Tin/Arquivo ND
Obras foram retomadas na ponte da Barra da Lagoa esta semana - Flávio Tin/Arquivo/ND
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