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Restos mortais de prefeito de SC assassinado na ditadura irão para Balneário Camboriú

Higino João Pio foi morto durante a ditadura militar; MPSC pede indenização de R$ 5 milhões para o município

Redação ND, com informações da RICTV Record
Florianópolis
19/07/2018 às 16H59
Na época foi dito que o prefeito cometeu suicídio, mas evidências comprovam que ele foi assassinado - RICTV Record/Reprodução/ND
Na época foi dito que o prefeito cometeu suicídio, mas evidências comprovam que ele foi assassinado - RICTV Record/Reprodução/ND


Os restos mortais do primeiro prefeito de Balneário Camboriú, Higino João Pio, assassinado durante a ditadura militar, serão transferidos para um cemitério da cidade. O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) pediu na Justiça que o governo federal pague uma indenização de R$ 5 milhões para o município, valor que será utilizado para construir um museu histórico contando parte da trajetória do ex-prefeito. No processo, seis pessoas foram denunciadas por forjarem o suicídio de João Pio.

Em 1969, João Pio foi procurado na prefeitura de Balneário Camboriú, de onde foi levado pelos militares sob a justificativa de que iria prestar depoimento em Florianópolis. Na capital catarinense, ele foi preso sob a alegação de que havia cometido algum crime, como doar imóveis da prefeitura para a população. No entanto, ele não cometeu nenhum dos crimes de que foi acusado.

Desde então, foram levantadas evidências que atestam que o ex-prefeito não cometeu suicídio, como foi dito na época. Existem fotos que comprovam que ele foi assassinado. Algumas delas mostram João Pio com uma corda ao redor do pescoço, mas com os pés ainda no chão. O MPSC acompanha o caso e está pedindo a condenação dessas seis pessoas e também de outras seis que já morreram nestes 49 anos.

>> MPF/SC denuncia seis pessoas por falso suicídio de Higino João Pio

Confira mais informações na reportagem do SC no Ar:

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