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Restauração da ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, entra na fase da remontagem

Secretário de Infraestrutura, Paulo França, informou que para o avanço da obra é necessário à liberação do aditivo de R$ 37 milhões e duas desapropriações na parte continental da estrutura metálica

Michael Gonçalves
Florianópolis
22/03/2018 às 19H38

A primeira das 360 barras de olhal da ponte Hercílio Luz foi recolocada na manhã desta quinta-feira (22), nesta nova fase de restauração do maior patrimônio histórico de Santa Catarina. O secretário de Estado de Infraestrutura, Paulo França, informou que para o avanço da obra é necessária a liberação do aditivo de R$ 37 milhões e mais duas desapropriações na parte continental da estrutura metálica. França não quis estabelecer um novo prazo de entrega da ponte, inicialmente programada para dezembro de 2018, até a liberação do aditivo.

Barra de olhal foi recolocada na manhã desta quinta-feira - Daniel Queiroz/ND
Barra de olhal foi recolocada na manhã desta quinta-feira - Daniel Queiroz/ND


Fechada pela primeira vez em 1982, a ponte Hercílio Luz foi totalmente interditada em 1991 em função da descoberta de uma fissura em uma barra de olhal. ”O dia de hoje é significativo porque estamos começando a reconstrução da ponte. Até então estávamos desmontando a estrutura e, agora, viramos a chave. Não temos como estimar o tempo para a colocação das barras de olhal, porque precisamos preparar os nossos técnicos e dependemos da condição climática por causa dos ventos”, disse o fiscal de obra do Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura), engenheiro Wenceslau Diotallevy.

Com ventos acima dos 60 km/h, as gruas que auxiliam no transporte das estruturas param de funcionar automaticamente. Das 360 barras de olhal, 16 ainda não foram confeccionadas. Isso por que existem barras de dois tamanhos, com 13 metros e 16 metros de comprimento. Quando todas as 344 barras forem colocadas, as últimas 16 serão projetadas sob medida pela Usiminas, em Minas Gerais.

Wenceslau acredita que uma das hipóteses para a fissura da barra de olhal tenha sido o tamanho de algumas delas. “Estamos tendo o cuidado de produzir as últimas peças sob medida porque suspeitamos que a fissura possa ter ocorrido em função de algumas barras mais curtas. Não haverá atraso por conta disso, porque a Usiminas fabrica as peças em 16 dias”, explicou o engenheiro. As barras de olhal pesam de 1.800 quilos a 2.100 quilos e estão pintadas na cor cinza, que será a pintura oficial da ponte.

Falta de aditivo e desapropriações impedem o avanço da obra

Conforme o secretário de Estado de Infraestrutura, Paulo França, o prazo de entrega da ponte Hercílio Luz está mantido para dezembro deste ano até a aprovação do aditivo. Sem a verba extra de R$ 37 milhões, que vai elevar o valor total da restauração para R$ 311 milhões, alguns trabalhos não avançam como esperado.

França disse que o aditivo acontece em função de reparos que são necessários, mas não eram esperados. “Quando começamos a desmontar a ponte, notamos que mais peças precisariam ser trocadas ou reparadas em relação ao que foi estimado. Isso acontece quando estamos trabalhando em uma estrutura sobre um meio agressivo como o mar. As desapropriações também precisam ser concluídas o mais breve possível e devido a essas condicionantes não podemos estipular o prazo de entrega da obra”, justificou.

O engenheiro Wenceslau Diotallevy, do Deinfra, disse que o aditivo também ajudará a melhorar a segurança dos usuários. “O corrimão vai passar de 1,10 m de altura para 1,40 m para dar mais segurança ao ciclista, por exemplo. Também haverá corrimão para os cadeirantes, além do aumento da largura da passarela de pedestres e de ciclistas”, afirmou.

Inicialmente contratada por R$ 262.926.435,21, a restauração já havia recebido um aditivo e estava em R$ 274,1 milhões. Agora, a obra completa deve custar pelo menos R$ 311 milhões.

Ponte Hercílio Luz foi totalmente interditada em 1991 em função da descoberta de uma fissura em uma barra de olhal - Daniel Queiroz/ND
Ponte Hercílio Luz foi totalmente interditada em 1991 em função da descoberta de uma fissura em uma barra de olhal - Daniel Queiroz/ND



Troca das rótulas vai durar 12 dias

Além da colocação da primeira barra de olhal, a quinta-feira (22) também foi marcada pelo início das trocas das rótulas, que ficam nas bases das duas torres principais, no período da tarde. As rótulas permitem a movimentação necessária, sem comprometer a estabilidade frente aos ventos intensos que ocorrem na região e que incidem nas laterais da ponte.

“O processo das trocas das rótulas devem demorar 12 dias, porque vamos suspender as torres em três centímetros para desmontar as peças em partes. A parte superior da rótula pesa quatro toneladas e a inferior sete toneladas. Não sabemos o que vamos encontrar, porque essas peças sofrem tensões desde 1926, mas ainda estão funcionando normalmente”, esclareceu Wenceslau Diotallevy, fiscal de obra do Deinfra. Após a troca das rótulas e a colocação das barras de olhal, a restauração segue para a instalação dos pendurais, que foram importados da Itália. Na sequência, a obra segue para o tabuleiro (pista de rolamento e passarela).

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