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Restauração da Catedral Metropolitana não tem data para acabar

Prédio precisa de nova pintura e a restauração iniciada em 2005 ainda não foi concluída

Alessandra Oliveira
Florianópolis
12/10/2016 às 22H40

A obra de restauração da Catedral Metropolitana de Florianópolis, que começou em 2005, ainda não está concluída. Além do sino, faltam restaurar as portas de acesso aos retábulos e o órgão, ambos tomados por cupins. Enquanto aguardam a finalização da quarta etapa do processo de restauração, a Arquidiocese de Florianópolis promove campanha para arrecadar fundos, para pintar novamente o prédio.

Catedral de Florianópolis está em reforma - Flávio Tin/ND
Catedral de Florianópolis está em reforma - Flávio Tin/ND



A última pintura foi feita em 2009, durante a terceira etapa de restauração e revitalização. No entanto, o processo de caiação - que permite a respiração da parede - precisa ser refeito a cada três ou quatro anos. A pintura que não veda a parede é danificada facilmente pela ação do vento sul e da chuva, razão pela qual as fachadas voltadas para a praça 15 apresentam coloração mais escura.

“Trata-se de um trabalho de manutenção da reforma”, diz o padre Luiz Harding, 49 anos, ao ressaltar que o Estado é o responsável pela restauração, por meio do Funcultural do Ministério da Cultura. A nova pintura custará cerca de R$ 80 mil. De acordo com o governo do Estado, as obras de revitalização e restauração da Catedral foram concluídas e não há nenhum projeto para novas melhorias.

Na primeira etapa da obra, a Catedral ficou interditada por dois anos, de 2005 a 2007, para que todo o madeiramento do telhado e as telhas fossem substituídos. A estrutura estava comprometida pela ação dos cupins. Na sequência, foi realizada a restauração do interior do prédio, fase que contemplou a remoção de camadas de tinta das paredes, permitindo então a visualização de murais pintados em 1922. Os vitrais, o mobiliário, a restauração de obras de arte e a climatização também ocorreram nessa fase, que teve ainda a implantação de rampas de acesso e corrimões nas laterais do edifício.

Na terceira etapa foi realizada a pintura externa de todo o prédio, que tem mais de 300 anos. Após a conclusão das primeiras três fases, em março de 2009 a empresa que realizou as obras fixou uma placa com o nome de todos os trabalhadores que atuaram no processo. A homenagem está fixada com outras demais comendas no lado esquerdo da Catedral.

Ainda não há data para a conclusão da última etapa, segundo o padre Luiz Harding. “Os funcionários da igreja pintam até onde alcançam, porque precisa de profissionais especializados para realizar o trabalho nos pontos mais altos”, afirma, ao mostrar as colunas e o alpendre com tinta nova, destoante de outras partes da fachada.

História

A pequena vila de Nossa Senhora do Desterro ganhava uma capelinha em 1678. O prédio foi construído por Francisco Dias Velho, fundador da cidade. Em 1748, a Matriz Catedral de Nossa Senhora do Desterro era então projetada pelo primeiro governador da antiga capitania, José da Silva Paes. O prédio passou por diversas reformas.

Uma das maiores foi realizada em 1922, por Dom Joaquim. Tal processo foi então superado pela restauração e revitalização ainda em andamento.

A Catedral é tombada como patrimônio histórico estadual e municipal. A igreja abre diariamente para a missa das 6h30 e fecha à noite, após a celebração das 19h15.

 

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