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Reprovada no primeiro teste: goteiras continuam na rodoviária Rita Maria, em Florianópolis

Terminal não passou no teste da primeira chuva forte após a entrega das obras de revitalização do telhado e do piso. Secretaria de Infraestrutura prometeu solucionar os vazamentos até terça-feira (8)

Michael Gonçalves
Florianópolis
03/08/2017 às 17H07

Após a entrega das obras de revitalização do Terminal Rodoviário Rita Maria, em Florianópolis, no dia 5 de julho, o telhado voltou a apresentar goteiras com a chuva que atingiu a região na madrugada e manhã desta quinta-feira (3). Esse foi o primeiro teste do telhado após a reinauguração, que contou com a presença do governador Raimundo Colombo (PSD). Em 2013, o Ministério Público de Santa Catarina chegou a pedir a interdição da rodoviária em função da quantidade de goteiras. Nesta quinta, os pingos de água estavam concentrados na calha da viga central, que une as telhas, do embarque ao desembarque. A reportagem contou 17 pontos de goteira pelo terminal no térreo e no 1º piso.

Quem passou pela rodoviária na manhã desta quinta precisou desviar das goteiras - Daniel Queiroz/ND
Quem passou pela rodoviária na manhã desta quinta precisou desviar das goteiras - Daniel Queiroz/ND



A reforma da rodoviária durou quatro anos, custou R$ 12,9 milhões aos cofres do Estado. O consultor da Secretaria de Infraestrutura, engenheiro Ivan Amaral, informou que a empresa responsável fez a vistoria e os trabalhos devem ser finalizados até a terça-feira (8).

<< Após quatro anos, governo de Santa Catarina inaugura obras na rodoviária de Florianópolis >>

De mudança da Argentina para a Capital catarinense, o músico Antônio Mojes lamentou a falta de cuidado na execução da obra. “Não é à toa que o Brasil é o país do jeitinho. Uma obra recém inaugurada que já apresenta um problema é inaceitável. Uma cidade turística, que visito há 26 anos e escolhi para viver, não merece ser tratada desta maneira”, reclamou o músico.

Além da reforma no telhado, a rodoviária recebeu outras melhorias: pintura, substituição do piso e recapeamento asfáltico nas pistas. Para atender as 2 milhões de pessoas que circulam pelo terminal todos os anos, a rodoviária opera com 23 empresas, com destinos nacionais e internacionais, em 12 mil m². A rodoviária tem um fluxo médio de 450 ônibus por dia.

Espaço recebeu melhorias após quatro anos de obras - Julio Cavalheiro/Secom/Divulgação/ND
Foram investidos R$ 12 milhões na reforma da estrutura - Julio Cavalheiro/Secom/Divulgação/ND



 O corretor de imóveis Luiz Carlos Santana foi buscar amigos que chegaram à cidade e ficou envergonhado pelas goteiras. “Isso é o dinheiro público sendo jogado fora a conta gotas. O incrível é que em obra pública parece não existir fiscalização. Tudo é feito de qualquer maneira e fica por isso mesmo”, disparou.

Empresa deve fazer os reparos necessários

Por meio da assessoria de imprensa, o consultor da Secretaria de Infraestrutura engenheiro Ivan Amaral explicou que a empresa foi acionada por causa das goteiras. Isso porque o contrato prevê a manutenção da obra executada pelos próximos cinco anos. A informação é de que os trabalhos aconteçam nesta sexta (4) e na segunda-feira.

O chefe de operações do Terminal Rodoviário Rita Maria, Márcio Barão, informou que os reparos são executados o mais breve possível. “A rodoviária melhorou bastante, mas como se trata de uma obra complexa, reparos ainda são necessários. A goteira está concentrada na canaleta da viga central do terminal”, explicou. Cada canaleta pesa 17 toneladas e essa foi a primeira revitalização completa desde a inauguração, em 1981.

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