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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Reportagem da RICTV Record alerta para tráfico de armas na fronteira e repercute na Argentina

"Fronteira sem lei" foi realizada pelo repórter Sérgio Guimarães e repórter cinematográfico Amauri Sales

Rafael Thomé
Florianópolis
Reprodução RICTV Record/ND
Comércio ilegal de armas é praticado livremente na fronteira com a Argentina


“Dionísio Cerqueira, uma cidade de pouco mais de 15 mil habitantes, pode ser pequena no tamanho, mas tem uma grande responsabilidade internacional. O município do Extremo-Oeste catarinense faz fronteira com Bernardo Irigoyen, na Argentina, onde o comércio ilegal de armas é praticado à luz do dia, a poucos metros do posto aduaneiro que divide os dois países”. Essa foi a maneira que o repórter Sérgio Guimarães e o repórter cinematográfico Amauri Sales encontraram para abrir a reportagem “Fronteira sem lei”, da RICTV Record, e denunciar o tráfico de armas naquela região.

Não é difícil para os brasileiros comprar armas ilegais – muitas vezes com a numeração raspada – na Argentina. Durante quatro dias, a equipe da RICTV Record se encontrou com contrabandistas e traficantes para mostrar como é simples adquirir pistolas, revólveres e munições. “A coisa está muito facilitada. Se a gente conseguiu de uma maneira tão fácil, por que a inteligência da Polícia Federal não toma uma providência? Essas armas vêm para o Brasil e causam danos aqui”, disse Guimarães.

Apesar da presença de uma alfândega na fronteira entre os países, basta caminhar por uma via lateral que se chega à Argentina sem passar pela fiscalização. O fato é tão impressionante que repercutiu até no maior jornal argentino, o Clarín. “Comprar ilegalmente armas de grosso calibre e munições em Bernardo de Irigoyen é muito fácil. (...) A reportagem da RICTV Record, de Santa Catarina, mostra em oito minutos a tranquilidade com que se movimentam os vendedores e intermediários a poucos metros da aduana”, cita o periódico.

O delegado federal Sandro Luiz Bernardi afirmou a Guimarães que as autoridades brasileiras não têm poder de ação no país vizinho e que cabe aos argentinos reprimirem o tráfico de armas. Segundo outro agente, depois da veiculação da reportagem a PF intensificou a fiscalização no lado brasileiro para tentar sufocar o crime. “Um agente da PF entrou em contato comigo e até me mandou o link [da matéria] do Clarín. Ele é de Dionísio Cerqueira e ficou assustado com o tamanho da repercussão, por isso, ele disse que espera que a partir de agora a polícia argentina tome alguma providência”, encerrou Sérgio Guimarães.

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