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Relato de adoção tardia feita por casal de Santa Catarina repercute na internet

Com mais de 371 mil curtidas, publicação do fotógrafo Rafael Festa celebra a guarda provisória do filho de 10 anos

Gustavo Bruning
Florianópolis
28/02/2018 às 21H01

O relato sobre a adoção do pequeno Kauan, feito por um casal de Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, é a prova de que a adoção tardia pode ser tão especial quanto uma gravidez. A publicação foi feita no Facebook na segunda-feira (26), quando o fotógrafo Rafael Festa e a gerente comercial Tatiani Ziegler, casados há oito anos, receberam a guarda provisória do filho. O texto, que começa informando que “o nosso bebê nasceu [...] com 1,44m, 40 quilos e... 10 anos”, já somava mais de 371 mil curtidas na noite desta quarta (28).

Rafael Festa e Tatiani Ziegler receberam a guarda provisória de Kauan na segunda-feira - Jaqueline Festa Costa/Divulgação/ND
Rafael Festa e Tatiani Ziegler receberam a guarda provisória de Kauan na segunda-feira - Jaqueline Festa Costa/Divulgação/ND


Na postagem, Rafael declara que a gestação "não foi das mais convencionais". "Não vimos nossa barriga, crescer (exceto a minha, mas não por este motivo), mas nosso peito já não aguentava mais de tanto aperto", escreveu. Por telefone, ele contou ao Notícias do Dia como foi o processo de adoção, iniciado em junho do ano passado. “Sempre tivemos vontade de ser pai e mãe e sempre tivemos a intenção de adotar”, disse. “A ideia era fazermos isso mais para a frente, com o nosso segundo ou terceiro filho, mas sabemos que há muitas crianças em abrigos e isso mexeu muito com o nosso coração”, revelou o fotógrafo.

“A procura quase sempre é por bebês ou crianças de até três anos. Existe um preconceito quanto à adoção tardia, mas é uma alternativa excelente para quem quer dar amor para uma criança, independente da idade, sexo e cor – e é muito mais rápido”, afirmou o catarinense. Na mesma semana em que o casal teve os primeiros contatos com o processo e iniciou o curso de habilitação, visitou uma casa lar de Biguaçu e conheceu Kauan.

O garoto começou a passar os finais de semana na casa da família e, durante as férias, aproveitou para se habituar ainda mais com os novos pais. A etapa, explicou Rafael, teve o acompanhamento de psicólogas e assistentes sociais. “Tentamos deixar a rotina o mais normal possível, para que ele se acostumasse. O maior desafio foi a nossa ansiedade, porque acompanhávamos o processo correndo”, garantiu. “Tirando isso, foi tudo muito natural e ele foi aceitando a ideia da adoção aos poucos”, completou. “Ainda somos 'tio' e 'tia', e não nos importamos com isso. O amor incondicional vai além dos títulos”, escreveu o novo pai no relato.

O fotógrafo disse ainda que a repercussão online surpreendeu a família. “Há muitas pessoas nos buscando para tirar dúvidas e relatar dificuldades e alegrias do processo de adoção, então é muito bom divulgar a adoção tardia”, afirmou.

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