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Quinze pessoas já foram ouvidas pela polícia sobre a chacina no apart-hotel, Canasvieiras

Cinco pessoas, quatro da mesma família, teriam sido mortas por asfixia em cômodos diferente. O delegado, que já investigou mais de 800 homicídios, comentou que jamais se deparou com cenas semelhantes

Colombo de Souza
Florianópolis
09/07/2018 às 22H21

Quinze pessoas, entre parentes das vítimas da chacina e testemunhas, já foram ouvidas na Delegacia de Homicídios. O crime ocorreu entre as 16h de quinta-feira (5) e à noite seguinte, no apart-hotel Venice Beach, a pouco mais de 100 metros da Praia de Canasvieiras, Norte da Ilha.  Os cinco corpos, quatro da mesma família, estavam amarrados com as mãos para trás, em cômodos diferentes do hotel.

Cinco pessoas foram mortas no Residencial Venice Beach - Daniel Queiroz/ND
Cinco pessoas foram mortas no Residencial Venice Beach - Daniel Queiroz/ND


Nesta segunda-feira (9), os dois carros das vítimas usados pelos suspeitos para fugir, um Ford Focus e um JAC SUV  foram periciados no Instituto Geral de Perícia. “Um fio de cabelo ou outro detalhe é importante para a investigação criminal”, ressaltou o diretor adjunto do IGP (Instituto Geral de Perícia) Júlio Freiberger Fernandes. Não havia sinais de luta corporal no hotel, mas pelos vestígios a polícia acredita que os cinco foram mortos por asfixia, possivelmente, sufocados por travesseiros encharcados em gasolina.

O delegado da Homicídios, Ênio de Oliveira Mattos, que já investigou mais de 800 homicídios contou que jamais se deparou com cena semelhante. “Inédito, fora de nossos padrões”. Segundo o policial, os criminosos usavam luvas.  Domingo à tarde, os agentes retonaram ao local em buscas de mais pistas. Ênio não informou o que foi coletado. No local foram mortos o empresário  Paulo Gaspar Lemos, 78, os filhos Leandro Gaspar Lemos, 44, Paulo Gaspar Lemos Junior, 51 (especial) e Katya Gaspar Lemos, 50, além do funcionário Ricardo Lora, 39.

No depoimento ao delegado Ênio, parentes do empresário contaram que Paulo Gaspar ainda tinha negócios em São Paulo. O policial não falou o tipo de negócio, mas afirmou que a vítima já havia declarado falência de uma revendedora e locadora de veículos em SP. Uma linha de investigaão seguida pela policia seria dívidas relacionados a negócios que não prosperaram, já que a família tinha histórico de estelionato e de dívidas. 

Enquanto aguarda os laudos do IGP, o delegado segue investigando com base em relatos. Apesar dos interrogatórios, inclusive o depoimento da empregada que conseguiu fugir, Ênio comentou que ainda não ficou claro quem abriu a porta para os criminosos. No apart-hotel estava somente a família.

Naquela quinta-feira, a empregada chegou cedo para o trabalho.  Ela teria saído com a patroa Kátya e quando retornou, por voltas das 16h, os criminosos já estavam no hotel. Todos ficaram trancados na garagem, antes de serem mortos. A empregada teria fugido por volta da meia noite e avisado a polícia.

O diretor adjunto do IGP, Júlio Freiberger, disse que 17 funcionários trabalham no caso. Ele explicou que os procedimentos estão sendo realizados por etapa: o primeiro passo foi identificar as vítimas, na sequência vamos apurar a causa da morte e a dinâmica do crime. Sem detalhar o viés da investigação, Júlio afirmou que todos os equipamentos sofisticados do IGP estão sendo usados na coleta de provas.

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