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Quadrilha que furtou mais de 170 celulares no Folianópolis é condenada a 72 anos de prisão

Dez pessoas, entre homens e mulheres, foram presos em flagrante na micareta e tinham como hábito realizar furtos em grandes eventos

Colombo Souza
Florianópolis
04/06/2018 às 17H07

Dez pessoas, entre homens e mulheres, acusados de roubar mais de 170 telefones celulares durante o Folianópolis, carnaval fora de época em Florianópolis, em novembro do ano passado, foram condenadas a pena total de 72 anos de reclusão. A quadrilha, presa em flagrante na antepenúltima noite da micareta, foi condenada por furto continuado e associação criminosa. Na sentença assinada sexta-feira (1), o juiz da 4ª Vara Criminal da Comarca da Capital mandou soltar os dez acusados, sob condição de medidas restritivas: uso de tornozeleira, não frequentar eventos com mais de 100 pessoas e se recolher às 22h.

A maioria dos integrantes da quadrilha não tinha outras condenações. Era réu primário. Todos os suspeitos são do Nordeste e tinham como hábito furtar celulares em grandes eventos. Antes do Folianópolis, uma parte da gangue também agiu no show do sertanejo Wesley Safadão, realizado em Brasília, e na Stage, em Florianópolis.  A condenação na 4ª Vara Criminal de Florianópolis também integrou a denúncia de os furtos praticados em Brasília para os acusados que agiram nas duas cidades.

Em Florianópolis, eles se hospedaram em hotéis populares. Apesar das 80 câmeras instaladas no espaço da festa e dos cerca de 80 seguranças, a quadrilha agiu livremente no primeiro dia da festa. Um dos seguranças, Edson Manoel, contou em juízo que no segundo dia foi chamado para apartar uma briga entre um homem e uma mulher, mais tarde identificada como Rosely, na subida do camarote.

“O folião acusava Rosely de furtar o celular e ainda apontou outras duas mulheres suspeitas”. O segurança disse que levou as três para a sala da central de monitoramento, onde elas foram revistadas. Por baixa da roupa colada ao corpo havia mais de dez celulares, em cada uma das mulheres detidas. A Polícia Civil foi chamada e começou a prender um a um os integrantes da quadrilha. 

No dia seguinte à micareta, vítimas fizeram fila na delegacia para recuperar os celulares furtados.

Em novembro, após a micareta, houve fila na Central de Plantão da Agronômica - Flávio Tin/Arquivo/ND
Em novembro, após a micareta, houve fila na Central de Plantão da Agronômica - Flávio Tin/Arquivo/ND


Vítimas contam como foram roubadas

Grazille contou em juízo que estava com amigos na festa, quando sentiu alguém colocando a mão no bolso de seu shortes.  Ao conferir o que tinha acontecido, já estava sem o telefone celular. Ela acionou o rastreador do celular e a localização dele era mostrada em Jurerê Internacional indo para 5ª DP da Trindade, onde o aparelho foi recuperado.

Ana Luiza contou que segurava a bolsa o tempo todo para evitar ser furtada. Porém quando passou o trio elétrico houve uma aglomeração. Três homens se aproximaram numa tentativa de abordagem e a chamaram de linda. Para fugir dali, reagiu com um empurrão e descuidou da bolsa, que foi aberta. Ela foi à Policia Civil dar queixa e disse que havia vários celulares apreendidos sobre a mesa do delegado, mas nenhum deles era seu.

Nely relatou para o juiz que o aparelho foi furtado dentro da bolsa, Disse que não viu o que aconteceu, pois a bolsa estava fechada o tempo todo e quando foi usar o celular não o encontrou mais. Ela acrescentou que tinha receio de ser furtada e no primeiro da festa não levou celular. Mas no dia seguinte colocou na bolsa um aparelho mais simples para tirar fotografia.

>> Vítimas fazem fila para recuperar celulares furtados por quadrilha durante o Folianópolis

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