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Proposta brasileira de preservação às baleias é aprovada por Comissão em Florianópolis

Votação sobre a proposta japonesa de liberar a caça comercial dos animais, no entanto, foi transferida para esta sexta-feira (14)

Redação ND
Florianópolis
13/09/2018 às 13H31

A Declaração de Florianópolis, posição oficial do governo brasileiro que defende a preservação das baleias, foi aprovada na manhã desta quinta-feira (13) pela Comissão Baleeira Internacional (IWC, na sigla em inglês) que se reúne em Florianópolis, no Costão do Santinho, desde o começo da semana. A votação sobre a proposta japonesa de liberar a caça comercial dos animais, no entanto, foi transferida para esta sexta-feira (14), após acordo entre os países presentes.

O projeto que prevê o fim da moratória foi apresentado por países pró-caça, como Japão, Islândia e Noruega. Enquanto os representantes de mais de 80 países discutiam a pauta, do lado de fora do resort cerca de 40 ativistas de várias partes do mundo clamavam a preservação das baleias.

Ativistas se reuniram em frente ao Costão do Santinho para defender a preservação das baleias - Paulo Mueller/RICTV/ND
Ativistas se reuniram em frente ao Costão do Santinho para defender a preservação das baleias - Paulo Mueller/RICTV/ND



Apesar do parecer favorável desta quinta-feira, outras duas decisões geraram polêmicas ao longo da semana. Na quarta-feira (12), a comissão aprovou a caça de mil baleias para fins de subsistência indígena em países como Rússia, Estados Unidos, Dinamarca (Groenlândia) e St. Vincent & Grenadines. Tal medida já teria sido acordada anteriormente entre os países, necessitando apenas de uma ratificação oficial durante o encontro.

A outra polêmica foi em torno da rejeição da proposta brasileira para criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, projeto que já existe há 19 anos e visa proteger baleias e golfinhos de toda a América do Sul, África e Antártica. A proposta teve maioria dos votos favoráveis, mas não alcançou o mínimo necessário para ser aprovada no evento.

O projeto tem sido pautado desde 2001 e rejeitado em todas as comissões seguintes. Foram 39 votos a favor, 25 contra, três abstenções e duas ausências. O índice de aprovação foi de 58,2%, mas são necessários 75% dos votos dos países presentes na plenária.

* Com informações do repórter Paulo Mueller, da RICTV Record

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