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Projetos para melhorar a Beira-Mar Continental não devem sair do papel tão cedo

Prefeitura pretendia fazer do espaço o “maior centro de convivência, lazer e esporte ao ar livre do Continente”

Felipe Alves
Florianópolis
27/11/2016 às 19H51

Inaugurada em março de 2012, a Beira-Mar Continental, no Estreito, virou ponto de lazer e exercícios físicos para a comunidade local. Apesar dos 125 mil m² de espaço, grandes áreas vazias permanecem sem utilização na região. Em 2014, a prefeitura da Capital reuniu-se com a SPU/SC (Superintendência do Patrimônio da União) para tratar da possibilidade de usar 19 mil m² da avenida para transformar o espaço no “maior centro de convivência, lazer e esporte ao ar livre do Continente”. A ideia era construir um espaço com creche, campo de futebol profissional, quadra poliesportiva, pista de caminhada e skate e playground.

Com amplo espaço para abrigar novos usos, Beira-Mar Continental é popular para a prática de exercícios - Flávio Tin/ND
Com amplo espaço para abrigar novos usos, Beira-Mar Continental é popular para a prática de exercícios - Flávio Tin/ND


De acordo com o secretário do Continente, Aurélio Rocha dos Santos, a SPU já autorizou o uso do local para implantar o projeto, mas agora depende de uma alteração no zoneamento do Plano Diretor da cidade para que a área seja transformada em ACI (Área Comunitária Institucional) e AVL (Área Verde de Lazer). Após várias audiências realizadas com as comunidades por determinação da Justiça Federal, atualmente o Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) trabalha para realizar ajustes no anteprojeto de lei do Plano Diretor a pedido do Ministério Público Federal. Outras duas audiências finais ainda devem ser feitas até que o projeto siga para a Câmara de Vereadores.

Outro projeto discutido há anos para a região prevê ligar a Beira-Mar Continental a uma futura Beira-Mar de Barreiros, em São José, dando acesso à BR-101. A prefeitura de São José já tem o projeto para a Beira-Mar de Barreiros, mas não conseguiu verba e depende também de uma complementação da Beira-Mar do Continente para que as duas avenidas se liguem.

Em fevereiro de 2014, a prefeita de São José Adeliana Dal Pont foi a Brasília  e encontrou-se com o Ministro das Cidades para reforçar o pedido de liberação de emendas parlamentares para a construção da Beira-Mar. O ministro da época, Aguinaldo Ribeiro, sugeriu incluir a obra no PAC da Mobilidade, o que não aconteceu. Também seria montado um grupo de trabalho entre Florianópolis e São José para tirar o projeto do papel, mas que não foi pra frente. De acordo com a assessoria da prefeitura de São José, o projeto da Beira-Mar de Barreiros teria que ter aporte do governo federal para ser viabilizado, mas não há previsão neste sentido. 

Comunidade pede mais opções de lazer

Quem frequenta a Beira-Mar Continental a pé utiliza o local principalmente para exercícios físicos ou para apreciar a vista. No fim da avenida, há uma academia ao ar livre e um parque infantil. O motorista Alonso de Oliviera Júnior, 29, acompanhou de perto a construção da Beira-Mar. Para ele, a nova via valorizou os terrenos da região e virou um ponto de encontro da comunidades, mas ainda falta avançar. “Daria para implementar muito mais opções de lazer aqui, principalmente por que tem bastante espaço de estacionamento”, diz ele.

A autônoma Camila da Silva, 26, aproveita para caminhar na Beira-Mar pela manhã e, à tarde, leva os filhos Matheus, 5, e Júlia, 3, quase todos os dias para brincar no parque. “A infraestrutura daqui é boa, mas a região precisa de mais opções de lazer”, pede ela, que nasceu no Estreito. Dona de uma loja de fechaduras no final da avenida, Rose Neves, 54, caminha todos os dias pela Beira-Mar. Para ela, o que falta é dar mais “vida” à região. “Seria bom ter a continuação (para São José), e outras opções para a família, mas acho que a Beira-Mar poderia ser mais arborizada”, comenta ela.

Camila, com os filhos Matheus e Júlia, diz que a estrutura do local é boa, mas poderia ser melhor - Flávio Tin/ND
Camila, com os filhos Matheus e Júlia, diz que a estrutura do local é boa, mas poderia ser melhor - Flávio Tin/ND



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