Publicidade
Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 30º C
  • 22º C

Projeto “The Beatles pela Vida” faz doação de R$ 102 mil para o Cepon, em Florianópolis

Dinheiro auxilia na compra de medicamentos, próteses, mobiliário e na realização de exame de imagens

Michael Gonçalves
Florianópolis
11/07/2018 às 22H07

Há dois anos, o estudante Carlos Henrique Farias, 16 anos, descobriu que tinha câncer no fêmur. Desde então, a mãe Rosana Wurges, 34, acompanha Carlos Henrique nas viagens de Videira até o Cepon (Centro de Pesquisas Oncológicas), em Florianópolis, onde colocou uma prótese e ganha remédios para evitar outras infecções provocadas pela quimioterapia. O que a família não sabia é que o tratamento realizado tem o apoio do projeto “The Beatles pela Vida”. Representantes do projeto entregaram nesta quarta-feira (11) o cheque simbólico de R$ 102.012,30 para o ambulatório do Ajas (Adolescentes e Jovens Adultos), que atende pessoas de 15 a 29 anos. Em 2019, a proposta é desenvolver a “Beatles Week”, com eventos durante uma semana.

Carlos Henrique (à dir.) é um dos pacientes beneficiados com a doação dos músicos voluntários - Marco Santiago/ND
Carlos Henrique (à dir.) é um dos pacientes beneficiados com a doação dos músicos voluntários - Marco Santiago/ND


O dinheiro foi arrecadado em três shows no início de julho no Teatro Ademir Rosa, no CIC (Centro Integrado de Cultura), apresentado por 40 músicos, que retrataram as três fases do The Beatles. “Nós só temos a agradecer e dar os parabéns a todas as pessoas que realizam o trabalho voluntário para ajudar uma pessoa com câncer. Por isso também é que o atendimento dos profissionais do Cepon é de alta qualidade”, afirmou Rosana.

A iniciativa do projeto foi do empresário e músico Rafael Bastos, que fez a primeira edição em 2016 com o apoio de 80 músicos. Em um único dia de apresentação foram arrecadados R$ 19 mil. No ano passado, o evento contou com mais de cem músicos voluntários em dois dias, com a arrecadação de R$ 53 mil. O diferencial na edição deste ano foram as três apresentações.

Segundo Bastos, a meta era arrecadar R$ 80 mil. “Com o apoio de empresas, profissionais liberais, músicos e da população em geral os shows foram emocionantes e conseguimos arrecadar mais de R$ 102 mil. Nesse total também está incluído um leilão de uma guitarra e outras iniciativas para arrecadar mais recursos. Já começamos a trabalhar na edição do próximo ano e o objetivo é criar a ‘Beatles Week’, com eventos por uma semana”, disse o músico.

Em tratamento do câncer, músico participou do show

Com a descoberta do câncer na nasofaringe em dezembro de 2017, o músico Thiago José de Freitas, 32 anos, começou o tratamento em janeiro deste ano. Em função da doença acabou se desligando da banda na qual tocava. Nesta edição do “The Beatles pela Vida”, o contrabaixista participou ativamente do evento.

Freitas tocou cinco dias após a última quimioterapia. “Já conhecia o projeto, mas não havia participado até então. Recebi o convite e foi uma experiência maravilhosa, porque senti na pele os benefícios deste projeto. Com o dinheiro arrecadado, consegui fazer o meu exame de imagem com mais rapidez e iniciar o tratamento. Isso é essencial quando falamos do câncer”, afirmou.

Rafael Bastos lembrou que ainda existem 300 camisetas à venda, pelo valor de R$ 50. Essa renda também será revertida ao Cepon. Para adquirir uma camiseta entre em contato pelo telefone (48) 3025-3868.

Médica sugeriu evento para ajudar o Ajas

A médica-chefe do Ajas, Rita Ferrua Oliveira, foi quem sugeriu a realização de um evento para ajudar o setor, em 2016, quando aprendia a tocar bateria na escola do músico Rafael Bastos. Enquanto a médica pensava em uma rifa ou algo semelhante, Bastos produziu um show que reuniu toda a Grande Florianópolis. Hoje, o valor arrecadado reverte em benefícios aos pacientes que, infelizmente, não são encontrados nos postos de saúde.

Rita comanda ambulatório do Ajas, que atende 70 jovens por semana - Marco Santiago/ND
Rita comanda ambulatório do Ajas, que atende 70 jovens por semana - Marco Santiago/ND


Uma das últimas aquisições foi uma porta, que divide as salas de espera e a de procedimentos. “Com esse recurso adquirimos próteses, remédios, mobiliários e pagamos exames de imagens, porque o processo normal é muito demorado. Também já realizamos um chá de bebê para uma paciente e outros serviços para o bem-estar das pessoas com câncer”, contou Rita. O Ajas atende 70 jovens por semana - consultas, quimioterapias e atendimentos com fisioterapeuta, nutricionista e psicólogos.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade