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Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Projeto de alunos da UFSC vai revitalizar biblioteca pública no Estreito

Ação "Esporteca" vai reformar campo de grama para que o espaço implemente o "Bibliosoccer", projeto que une futebol e leitura

Rafael Thomé
Florianópolis

Referência no Brasil, a Biblioteca Pública Barreiros Filho, no Estreito, em Florianópolis, foi eleita pelo Ministério da Cultura uma das 10 bibliotecas mais acessíveis do país, muito mais pelo empenho e dedicação dos 21 funcionários e voluntários do que pelo apoio do poder público. Vinculado à Secretaria do Continente, o espaço não recebe os recursos que lhe caberiam caso fosse vinculada à Secretaria de Cultura. Assim, para reformar a área de lazer e esportes, e dar continuidade a diversos projetos junto à comunidade, a biblioteca conta com o apoio da turma da 8ª fase do curso noturno de Administração da UFSC.

As estudantes Silvana Gomes Ortiz, de 25 anos, Francieli Hau, 23, e Izel Molinente, 26, estiveram no espaço, nesta terça-feira, para representar os 28 alunos que participam do projeto “Esporteca” e afinar os detalhes com a diretora da biblioteca, Marizza Fabiane Celestino. “Estamos buscando trazer os olhos da sociedade para a biblioteca. É um espaço público e gratuito, que não é valorizado como merece. Vimos que a estrutura não está adequada para o desenvolvimento das atividades e, a partir disso, iniciamos o planejamento do projeto”, conta Silvana.

Para o “Esporteca”, os estudantes da UFSC trabalham em três frentes: revitalização do campo de futebol (troca do gramado, das traves e delimitação do campo) e abertura de acesso ao campo pelo interior da biblioteca (fechando o acesso externo), evento de reinauguração do espaço no dia 1º de julho e a implementação de aulas de rugby infantil com apoio do time do Joaca Rugby Clube. “É fundamental esse espaço e toda essa ideia inovadora de associar o esporte à leitura. Isso chama muito a atenção da criança e melhora o desempenho educacional. Além disso, o esporte também desenvolve a questão da disciplina e da dedicação, o que também é importante para as crianças”, avalia Izel.

Extremamente grata aos alunos da UFSC, a diretora da biblioteca comemora esta e diversas outras iniciativas que fizeram o espaço saltar de 400 visitantes por ano, em 2013, para 11.000 em 2015. “Meu desejo é ver a biblioteca toda reformada, do jeito que ela merece. Até para a gente conseguir que a prefeitura corte a grama é um parto, então, com esse projeto vindo de fora, eles [prefeitura] vão ter a obrigação de deixar o espaço intacto. Se a gente quer mesmo fazer a diferença, vemos que nem sempre precisamos da ajuda dos órgãos públicos”, afirma Fabiane.

Bibliosoccer

A reforma do espaço promovida pelos estudantes de Administração da UFSC será o pontapé inicial para o andamento do projeto “Bibliosoccer”, idealizado pela diretora do espaço.  Segundo Fabiane, para se inscrever nas aulas de futebol a criança precisa se associar à biblioteca e ler dois livros infantis por mês, com apoio pedagógico de um voluntário da UDESC.  “Temos um grupo de WhatsApp com os pais das crianças, onde trocamos ideias e colocamos que a responsabilidade deles é fazer com que as crianças leiam os livros e depois façam um pequeno resumo para o acompanhamento pedagógico”, explica.

Para a estudante da UFSC Francieli, o ponto é despertar o interesse pela leitura desde cedo, aliando o hábito ao esporte. “Isso ajuda a proporcionar um melhor desenvolvimento educacional e a fazer com que as crianças entendam que isso vai ajuda-las no futuro”, comenta.

Na avaliação da diretora da biblioteca projetos como esse podem mudar o destino de uma pessoa. “A criança será um ‘mini atleta’ com um QI avançado no futuro. Se, por acaso, a criança que sonha com o futebol não conseguir ser atleta profissional, poderá ser médico, fisioterapeuta, treinador, psicólogo, trabalhar na parte administrativa de um clube... A intenção é que a criança venha para a escolinha jogar futebol, mas saiba que no futuro pode atuar em outras áreas do esporte”, resume Fabiane.

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