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Projeto da Polícia Civil deve mudar horário e atendimento nas delegacias de Florianópolis

Delegado Verdi Furlanetto apresentou duas propostas para aumentar o número de investigadores nas 10º delegacias de bairro da capital catarinense. Algumas unidades atenderão a população das 12h às 19h

Michael Gonçalves
Florianópolis
20/03/2018 às 15H26

O diretor da Polícia Civil para a Grande Florianópolis, delegado Verdi Furlanetto, apresentou nesta terça-feira (20) o projeto de mudança do perfil de atuação em determinadas delegacias da capital catarinense. A proposta foi apresentada aos presidentes de Consegs (Conselhos Comunitários de Segurança) em evento realizado na CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Florianópolis. O objetivo é reduzir o número de policiais no registro de boletins de ocorrência e aumentar o número de investigadores. Atualmente, as 10 delegacias de bairros têm juntas 19 investigadores, mas poderiam ter 69.

Para viabilizar o nova estrutura, o delegado apresentou duas propostas. A primeira prevê a redução no atendimento do expediente de quatro delegacias que, hoje, atendem das 8h às 18h, e passariam a atender a população das 12h às 19h. “A população quer mais policiais registrando BOs ou investigando? A nossa proposta mais ponderada prevê a criação de seis centrais de boletins de ocorrência e o aumento de 19 para 69 investigadores”, afirmou o delegado.

Delegado Verdi Furlanetto apresentou duas propostas  -  Michael Gonçalve
Delegado Verdi Furlanetto apresentou duas propostas - Michael Gonçalves/ND



A segunda proposta prevê a criação de apenas três centrais de boletins de ocorrência, que aumentaria para 79 o número de investigadores. Segundo Verdi, esse modelo seria utilizado apenas em medida de extrema necessidade. Com a redução no horário de atendimento, de 8h diárias para 7h, a polícia vai criar um banco negativo de horas.

“Com o banco negativo de horas, os delegados serão obrigados a participarem das reuniões dos Consegs e, assim, terão um contato mais próximo com as comunidades. Já os agentes pagarão as horas com plantões nas centrais de BOs”, explicou Verdi.

O delegado contou que visitou as delegacias que possivelmente terão o horário reduzido com a equipe de tecnologia da Informação da SSP (Secretaria de Segurança Pública) para implantar um sistema de videomonitoramento integrado entre as delegacias e de comunicação por meio da rede “voip”.

“Quando o cidadão estiver em uma delegacia que não esteja aberta naquele momento, ele poderá se comunicar com a unidade mais próxima por um sistema muito parecido com o interfone para tirar a sua dúvida. Além disso, os policiais das centrais farão a vigilância a distância das delegacias que estão sem expediente”, acrescentou o delegado.

Segundo Verdi, apenas em Florianópolis, em relação a Santa Catarina, as delegacias têm o expediente das 8h às 18h.   

Promessa de apurar crimes de médio potencial ofensivo, como o furto

Somente as 11 delegacias especializadas de Florianópolis, São José e Palhoça têm juntas 40 investigadores. Com a mudança em 10 delegacias da capital catarinense, o objetivo é aumentar de 19 para 69 investigadores. De acordo com o delegado Verdi Furlanetto, a polícia começaria a apurar os crimes de médio potencial ofensivo.

“Atualmente, as delegacias especializadas cuidam dos crimes graves ou de grande repercussão como os homicídios, roubos, tráfico de drogas e relacionados as facções criminosas. Com a nova estrutura, as delegacias terão condição de investigar furtos e pequenas ocorrências de tráfico de drogas, que acabam ficando de lado em função da falta de efetivo. Essa é a importância de ter mais investigadores, para que todos os crimes recebam a devida atenção”, afirmou.

Segundo o delegado, o fechamento de algumas delegacias, das 19h às 12h, vai influenciar em muito pouco o registro de BOs. Isso porque apenas 4% das ocorrências são registradas no período noturno.

 

Iniciativa agrada Consegs, CDL e PM

A iniciativa agradou a maioria dos representantes dos Consegs presentes no encontro. O vice-presidente do Conseg do Centro, Rodrigo Marques, elogiou a iniciativa que deve aproximar a população da Polícia Civil. “Atualmente, quando alguém faz um BO você não sabe qual vai ser o encaminhamento ou se a queixa termina ali. A função da Polícia Civil é de investigar e a sociedade está precisando deste perfil policial e não somente com a atividade cartorial”, analisou.

Para o gerente de articulação e negócios da CDL, Hélio Leite, a redução de horário em algumas delegacias não vai desmotivar a população a registrar as ocorrências. “A nossa preocupação é de que estamos discutindo a relocação do efetivo em função da escassez de policiais. Mesmo assim, acreditamos que o projeto possa surtir efeito com o enfoque no aumento das investigações, que é uma demanda crescente da sociedade”, comentou.

Já o comandante da 1ª Região da Polícia Militar, coronel Renato Cruz Júnior, disse que não tem como avaliar o impacto nesta mudança para a corporação. Isso porque a PM deve acabar preenchendo mais boletins de ocorrência por meio dos tablets. “A princípio será bom, porque teremos mais policiais nas ruas”, disse.  

1ª proposta

Delegacias de Coqueiros (4º DP), do Saco dos Limões (2º DP), da Trindade (5º DP) e de Ingleses (8º DP) terão o horário de atendimento reduzido. Funcionarão apenas das 12h às 19h;

Quais delegacias registrarão os BOs 24h por dia: Centro (1º DP), Capoeiras (3º DP – Continente), Agronômica (DPCAMI - 6º DP), Canasvieiras (7º DP – Norte da Ilha), Lagoa da Conceição (10º DP – Leste da Ilha), subdelegacia do Aeroporto (Sul da Ilha);

Resultado: De 19 investigadores, as delegacias terão 69.

2º proposta

Apenas três centrais registrando BOs 24h por dia: Centro (1º DP), Agronômica (DPCAMI – 6º DP) e subdelegacia do Aeroporto (Sul da Ilha);

Todas as outras sete delegacias com o horário reduzido, atendendo das 12h às 19h;

Resultado: De 19 investigadores, as delegacias terão 79.

Fonte: Polícia Civil

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