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Programa de proteção à mulher passa a trabalhar de forma mais integrada na Capital

Iniciativa faz parte da Rede Catarina e traz um sistema unificado, por meio de planilha compartilhada, com acesso simultâneo entre a PM e o MPSC

Redação ND
Florianópolis
23/07/2018 às 22H44

A Rede Catarina, programa da PM (Polícia Militar) que visa combater a violência contra a mulher, deve funcionar de forma mais articulada na Capital. Isso porque a Patrulha Maria da Penha, implementada em Florianópolis em parceria com o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), serviço de visitas e proteção às mulheres que possuem medidas protetivas deferidas pelo Juizado da Violência e Familiar contra a mulher, passa a registrar as ocorrências em planilhas online com acesso simultâneo em todos os batalhões de polícia da Capital.

Violência contra a mulher - Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Divulgação/ND
Iniciativa deverá aperfeiçoar o combate à violência contra as mulheres na Capital- Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Divulgação/ND


A iniciativa foi definida em uma reunião realizada nesta quarta-feira (18), entre os comandantes do 22º, 4º e 21º Batalhões da PM, que contou com a presença da Promotora de Justiça Helen Crystine Corrêa Sanches, da 34ª Promotoria de Justiça da Capital.

O programa Rede Catarina funciona a partir de três eixos: ações de proteção, solução tecnológica e policiamento direcionado ao problema. O registro de ocorrência e de atendimento a mulheres vítimas de violência na Capital não era padronizado, pois toda a tramitação entre a Promotoria de Justiça e os Batalhões era realizada por e-mail, gerando relatórios e diversas providências administrativas internas, o que atrasava a comunicação e tornava a ação de combate à violência doméstica mais burocrática.

A proposta de um sistema unificado, por meio de planilha compartilhada, com acesso simultâneo entre a PM e o MPSC, começou pelo 4º Batalhão, que desde março já vinha usando essa forma de trabalho. A experiência diminuiu o tempo de resposta, melhorou a efetividade do programa e aumentou a resolutividade no combate à violência contra a mulher.

Outra iniciativa prevista é a criação de um grupo no Whatsapp entre os policiais que efetuam as visitas e a Promotoria de Justiça, para tornar a comunicação ainda mais integrada, além da realização de reuniões com os demais integrantes da rede de assistência social do município para encaminhamento das situações de vulnerabilidade social diretamente pela PM.

Para a Promotora de Justiça Helen Crystine, a medida contribuirá para identificar os casos mais urgentes nos quais a vítima se encontra em iminente risco à sua integridade física em razão do descumprimento das medidas protetivas pelo agressor, bem como para possibilitar que a rede de proteção possa articular com os policiais militares que acompanham as mulheres atendidas e prevenir o agravamento da situação de risco.

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