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Professores aceitam acordo e encerram greve em São José

Comissão será montada a partir de segunda-feira para discutir com o município um calendário de reposição das aulas perdidas pelos estudantes, segundo sindicato

Brunela Maria
São José
20/04/2017 às 18H54
Categoria esteve em reunião com a prefeita Adeliana Dal Pont (PSD) e a desembargadora Janice Goulart Garcia Ubialli - Divulgação
Categoria esteve em reunião com a prefeita Adeliana Dal Pont (PSD) e a desembargadora Janice Goulart Garcia Ubialli - Divulgação

Depois de uma audiência de conciliação pela manhã, no Tribunal de Justiça, os professores da Rede Municipal de Ensino de São José aprovaram em assembleia, na tarde desta quinta-feira (20), o fim da greve deflagrada no último dia 27 de março. Segundo a diretora do Sintram-SJ (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais), Jumeri Zanetti, uma comissão será montada a partir de segunda-feira (24) para discutir com o município um calendário de reposição das aulas perdidas pelos estudantes.

Os professores, originalmente, não pretendiam repor as aulas, em função da promessa da prefeita Adeliana Dal Pont (PSD) de cortar o ponto dos grevistas. Entretanto, durante a reunião de conciliação ficou acordada a devolução dos valores cortados da folha de pagamento de março a partir da reposição das aulas.

"A prefeita não abre mão dos descontos de março por alegar que a folha de pagamento já está pronta, mas se dispôs a devolver os valores para a categoria em folha suplementar. Na próxima semana uma comissão será montada para discutir um calendário de reposição”, destacou.

Ficou acordado, ainda durante a conciliação, que os professores receberão os reajustes nos benefícios de regência de classe (10%) e especialização (20%) desde que haja margem no limite de gastos do município com folha de pagamento. O projeto de lei nesse sentido será novamente encaminhado à Câmara de Vereadores para votação.

Na reunião com a desembargadora Janice Goulart Garcia Ubialli, a prefeita demonstrou que está reduzindo os gastos com folha de pagamento e está buscando ampliar as receitas públicas mediante a cobrança da dívida ativa existente. “Além da questão legal, estamos passando pela pior crise econômica que o país já passou. O crescimento da folha é de 5% ao ano, mas a receita não acompanha”, argumentou.

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