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Professor flagrado beijando aluna em praça de Itajaí pode ser considerado aliciador

No boletim de ocorrência, o relato da pré-adolescente de 13 anos é de que já estava se relacionando com o professor, de 44 anos, e que aquele não tinha sido o primeiro encontro

Redação ND, com informações da RICTV Record
Florianópolis
24/07/2018 às 20H36

Depois de suspeitar sobre a saída da filha, pré-adolescente de 13 anos, para encontrar as amigas, o pai seguiu a menina até uma praça, em Itajaí, onde flagrou o professor de inglês dela, um homem casado de 44 anos, beijando a menina. No boletim de ocorrência, o relato dela é de que já estava se relacionando com o professor e que aquele não tinha sido o primeiro encontro. O homem foi levado à delegacia, mas o Conselho Tutelar da cidade ainda não foi acionado.

Pai flagrou o encontro da filha com o professor - Reprodução/RICTV
Pai flagrou o encontro da filha com o professor - Reprodução/RICTV


De acordo com a conselheira tutelar, Anadir Schneider, quando o responsável está no local, o Conselho Tutelar não é chamado, mas deve ser acionado em breve. “Como houve boletim de ocorrência, provavelmente, daqui uns dez a 15 dias a Delegacia da Mulher vai nos encaminhar o boletim de ocorrência para que nós tomemos todas as providências cabíveis sobre o assunto” explicou a conselheira.

Não há pesquisa, nem teste que aponte em que momento o pré-adolescente ou adolescente está apto para consentir um relacionamento amoroso ou sexual, segundo os especialistas. No entanto, consentimento não significa maturidade e é por isso que é importante que os pais estejam atentos e abertos ao diálogo com a criança e o adolescente.

A médica psiquiatra, Vanessa Adegas Menin, destacou a importância de conversar com as crianças e adolescentes em casa. “É uma fase de descobertas. É uma fase de desenvolvimento emocional e sexual. Ela se inicia com a primeira menstruação na menina, entre 12 e 13 anos. As crianças e adolescentes que conversam sobre sexualidade em casa, elas têm a sua experiência sexual mais tardiamente e as que não conversam acabam tendo a relação sexual mais precoce”, disse.

Segundo a lei, abaixo de 14 anos, esse tipo de relacionamento é considerado crime: estupro de vulnerável. No Brasil, a legislação considera que o menor de 14 anos é incapaz de consentir sexualmente.

Anadir disse que judicialmente não há como alegar que a menina consentiu, pois ela tem apenas 13 anos e que casos como este podem caracterizar aliciamento. “Não sei se foi só essa vez que ele se encontrou com ela. A gente ainda não recebeu boletim de ocorrência, não chamamos os familiares aqui para conversar, mas provavelmente ele tava aliciando essa criança, essa pré-adolescente”, acredita.

A conselheira também falou que, além do diálogo, é importante reforçar a atenção ao celular e às redes sociais. “Elas conhecem as pessoas pelas redes sociais e essas pessoas aliciam as meninas, prometendo alguma coisa para elas, que marcam encontro e saem com as pessoas”, relatou.

No caso da menina de Itajaí, o delegado que recebeu o professor alegou que a investigação continuaria, mas que um beijo não era uma denúncia tão grave assim. No entanto, é importante ressaltar que o ato configura crime e que o adulto tem o dever de zelar pelo menor e não de se aproveitar da vulnerabilidade dele.

“A criança e o adolescente são indivíduos vulneráveis. Por isso, é importante conversarmos em casa com os nossos filhos. Essa vulnerabilidade vai depender da educação. Então, essas crianças, elas estão mais precoces. A nossa sociedade está mais precoce”, disse Vanessa. Segundo ela, quanto mais conversas acontecerem em casa, mais as crianças se tornam menos vulneráveis a investidas.

>> Após flagrar professor beijando filha de 13 anos, pai denuncia docente em Itajaí

Com informações da RICTV Record SC.

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